Falar não é fazer
quarta, 08 de abril de 2009
Muitas das pessoas que conheço dizem acreditar que a liderança pode ser uma habilidade, mas se comportam como se realmente não acreditassem nisso.As evidências indicam claramente que a maioria das pessoas promovidas a posições de liderança recebe pouco ou nenhum treinamento sobre a maneira de conduzir o mais valioso recurso e patrimônio de qualquer empresa ou entidade: ou seja, seus colaboradores.Com freqüência, elas são promovidas porque “Ela é fantástica com os números”, “Ele é um ótimo trabalhador” ou “Não conheço ninguém mais leal”. É como um disco com defeito, que se repete. Promove-se o melhor vendedor a gerente de vendas e com isso, perde-se o melhor vendedor e ganha-se um péssimo gerente de vendas.A maioria dos executivos costuma dizer que os colaboradores são o patrimônio mais valioso de uma empresa. Se isso fosse mesmo verdade, eles se limitariam a contratar ou promover pessoas “leais ou “boas com os números” para liderar e servir a esse grande patrimônio ? Não deveriam. Mas é exatamente assim que a maioria das empresas ou entidades se comportam. Contratam ou promovem pessoas para posições de liderança, enviam-nas para um seminário de um dia inteiro sobre “habilidades de supervisão” e depois deixam-nas à solta! Estudos sugerem que o treinamento breve e intensivo pode até ter um impacto negativo no desempenho da liderança, se essas pessoas não tiverem o apoio e o acompanhamento necessários para que sejam bem-sucedidas nessa tarefa de tanta responsabilidade. Com isso não estamos afirmando que treinamento não seja válido. Somos partidários de que nossos funcionários devam ter treinamentos constantes.Tenho lembrança de um fato recentemente ocorrido bem próximo a nós todos. Uma empresa contratou um excelente gerente com boa experiência no ramo de negócios que a mesma atua. Começaram as mudanças radicais. Pelo fato de existirem cobranças a alguns “protegidos” ou algumas “protegidas” que se escondiam atrás do trabalho, sabem o que aconteceu? O novo emprego do bom líder durou apenas 30 dias. Por isso, chegamos mais uma vez à seguinte conclusão: “falar não é fazer”.
Escrito por Oldemar OTTOBELI.
Escrito por Oldemar OTTOBELI.






Colunista: Oldemar Ottobelli

