R E F L E X Ã O

sexta, 31 de julho de 2009

foto: André Souza

Com a nossa rotina do dia-a-dia executamos nossas atividades automaticamente. Dificilmente paramos para pensar sobre o que estamos fazendo. Nem sequer verificamos se os procedimentos que adotamos são os mais práticos e corretos. Não fugimos à regra.. Todos os dias ao dirigir-nos ao trabalho ou no retorno, encontramos com um número razoável de moradores de rua, dependentes do álcool. Por onde passam ou permanecem fica o rastro de sujeira. Diga-se de passagem, muitos deles ainda jovens e com condições de trabalhar. Mas trabalhar, onde, como e com quem?. Pessoas que são tiradas das ruas, conduzidas para locais próprios, encaminhadas para suas famílias mas retornam para as praças. A Secretaria de Ação Social faz a sua parte? Testemunho que sim. E nós cidadãos, o que fazemos? Não cobramos nada deles. Muito pelo contrário: ajudamos para que a situação continue. Nas primeiras horas da manhã já estão com os litros de aguardente de mão em mão. E olha que são solidários. Todos bebem do mesmo litro e em partes iguais. Mas o questionamento que fazemos é onde conseguem o dinheiro para a compra do produto? Eu sei, você sabe. Disponibilizamos centavos aqui, centavos ali e junta-se o suficiente para a compra. Concorda que estamos errados? Sabemos que é difícil aceitar, mas temos que fazer alguma coisa. Quem sabe, combinamos que a partir de agora não vamos disponibilizar dinheiro. Mesmo sabendo da resistência em aceitar ou fazer a troca, vamos oferecer alguma tarefa simples, o leite, o pão, enfim o alimento. Ainda assim, ficamos na dúvida se o procedimento está correto, pois seria oferecermos uma solução apenas imediata, incentivo para que permaneçam nas ruas. Não estamos aqui para criticar. Questionamos os fatos evidentes. Convidamos você para a busca de uma solução ou então para uma “reflexão”.
Escrito por: OTTOBELI.

Foto: Assessoria de Imprensa
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Você vai folgar no Dia da Independência?