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sábado, 24 de julho de 2021
quinta, 8 de novembro de 2012 - 17:55

Em outubro, tomate e alface apresentam queda de preços e valor da Cesta Básica cai 0,55%

A Cesta Básica Alimentar apresentou no mês de outubro uma queda de 0,55 % em relação ao mês anterior, conforme pesquisa da Secretaria de Estado de Planejamento (Semac), divulgada nesta quinta-feira (8). A pesquisa aponta, em valores, a aquisição da Cesta Básica Individual, em Campo Grande está custando R$ 261,94 contra R$ 263,39 do mês de setembro.
Vale destacar que a cesta mais alta foi registrada no mês de setembro (2,34%) seguida no mês de fevereiro (2,25%). A de valor mais baixo foi no mês de agosto, que apresentou queda de 0,18%.
O acumulado de 2012 (janeiro a outubro) apresentou variação positiva de 4,55%; nos últimos 12 meses assinalou alta de 8,96%; e nos últimos seis meses registrou alta de 2,98%.
Produtos
A pesquisa do mês de outubro assinalou que dos 15 produtos que compõem a Cesta Alimentar, cinco registraram queda de preços: tomate 12,05%; alface 9,79%; banana 5,35%; açúcar cristal 4,75% e óleo 1,36%. Seis produtos apresentaram altas de preços: batata 17,95%; arroz 17,22%; feijão 4,01%; macarrão 3,92%; carne 3,25% e sal 2,17%. Margarina, pão francês, laranja e leite mantiveram seus preços inalterados.
Análise
Atraso da maturação, adversidades climáticas, baixa produtividade nas lavouras foram alguns fatores que prejudicaram a produção do tomate nos últimos quatro meses. Para o mês de outubro o produto apresentou início de boa temporada, assinalando queda de 12,05%. No caso dos produtos hortifrutigranjeiros, no mês de outubro teve seus preços predominantemente alterados devido às condições climáticas, e é este o caso da queda da alface 9,79%.
Há sucessivos meses o produto açúcar cristal vem assinalando boa produção e registra queda de 4,75% em seu preço.
A batata manteve em alta de 17,95% em relação ao mês de setembro com a quebra da produtividade devido às chuvas ocorridas no período de desenvolvimento das lavouras, diminuindo o volume ofertado do tubérculo.
Por ser considerado produto de primeira necessidade na mesa do brasileiro, o arroz foi o segundo produto que apresentou variação mais alta com 17,22%. A oferta do arroz permaneceu em baixa, devido ao plantio que encontra em atraso, com isso, empresas ofertaram preço mais alto para compra, elevando mais as cotações.
Variação Acumulada
Nos últimos seis meses, os produtos que assinalaram maiores altas foram: batata, tomate, arroz, óleo, macarrão e margarina. A pesquisa destaca ainda os produtos que apresentaram queda como: laranja, açúcar, alface, banana e feijão.
Renda Mensal x Cesta Básica
A pesquisa faz ainda um comparativo sobre o empenho da renda do trabalhador em relação à despesa com a Cesta. Quanto à renda mensal, foi constatado que o trabalhador que recebe um salário mínimo de R$ 622,00, precisou comprometer 42,11% de sua renda para aquisição da Cesta Alimentar.
Cesta Básica Familiar
A pesquisa mensal realizada pela Semac também verifica o custo da Cesta Básica Alimentar recomendada para uma família de cinco pessoas. O custo da Cesta Básica Familiar no mês de outubro apresentou queda de 0,44% em relação ao mês anterior, registrando a importância de R$ 1.170,66. No levantamento anterior este valor foi de R$ 1.175,79.
As variações acumuladas apresentaram índices positivos com 7,38% (nos últimos 12 meses), 4,13% durante o ano e 1,12% nos últimos seis meses.
Dentre os 44 produtos pesquisados que compõem a Cesta Familiar, 20 apresentaram alta de preço, 14 apresentaram queda e 10 mantiveram seu preço inalterado.
No grupo Alimentação, que analisou 32 produtos, a pesquisa apresentou variação negativa de 0,49%. Os produtos em queda foram: cenoura 14,82%; tomate 12,05%; alface 9,78%; banana 5,31%; açúcar cristal 4,82%; manteiga 4,15%; mamão 2,81%; café 1,48% e óleo 1,17%. Os principais produtos em alta foram: batata 17,91%; arroz 17,28%; cebola 4,18%; feijão 4,01%; macarrão 3,91%; couve 3,66% e carne 3,25%. Mantiveram seus preços inalterados: doces, margarina, pão francês, pão doce, laranja pera, mandioca, ovos, peixe e leite.
Os produtos hortifrutigranjeiros que mais colaboraram para a queda da alimentação na cesta familiar: cenoura 14,82%, tomate 12,05%; alface 9,78%, banana 5,31% e mamão 2,81%. Os consumidores devem ficar atentos aos produtos sazonais, uma vez que o mesmo fica mais barato no período de boa produção em função também da rápida maduração do produto.
Reflexo de boa colheita, boa qualidade e valorização da cotação a cebola ainda mantêm alta de 4,18%.
Área de plantio menor é uma das causas para o aumento de produtos mais populares, em razão disso o aumento do feijão em 4,01%, considerando também a safra e entressafra do produto.
No grupo Higiene Pessoal, os cinco produtos pesquisados apresentaram alta, com índice de 1,17%. Os produtos que contribuíram para essa alta foram: absorvente 2,19%; dentifrício 1,90%; lâmina de barbear 1,68% e papel higiênico 0,45%. Registro de queda foi apontado para o sabonete 1,30%.
No que se refere ao grupo Limpeza Doméstica a alta foi de 0,02% dentre os sete produtos pesquisados, destacando os seguintes produtos: sabão (barra) 1,28%; cera em pasta 1,06% e sabão em pó 0,79%. Registro de queda ficou para os produtos: detergente 4,46% e esponja de aço 1,47%. Desinfetante e água sanitária mantiveram seu preço inalterado.
Em termos de renda versus salário-mínimo, houve um comprometimento de 37,81% do valor total da renda familiar, considerando cinco salários mínimos, com valor de R$ 3.110,00, destinados a atender uma família composta por cinco membros. No mês anterior foram registrados 37,16%.
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