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sexta, 16 de abril de 2021
terça, 30 de outubro de 2012 - 15:37

Valor da produção agrícola cresce 27,1% em relação a 2010

O valor da produção agrícola alcançou R$ 195,6 bilhões em 2011, um crescimento de 27,1% em relação a 2010, impulsionado, de maneira geral, pela elevação dos preços dos produtos agrícolas tanto no mercado interno quanto externo.

A área plantada ultrapassou 68,1 milhões de hectares, um crescimento de 4,3% (2,8 milhões de hectares), alavancado principalmente pela expansão da soja (3,0%), do milho (2ª safra) (54,7%) e do algodão herbáceo (69,0%).

Entre os principais produtos responsáveis pelo aumento no valor da produção, destacam-se a soja, com 34,9% de expansão no valor da produção; a cana-de-açúcar, que aumentou o valor em 38,6%; o milho, com crescimento de 46,4%; e o café, 40,1%. Chamou atenção também o aumento de 76,2% do algodão herbáceo, que passou da 10ª para a 5ª posição em termos de valor de produção.

São Paulo manteve a liderança na participação nacional no valor da produção, mas sua contribuição caiu de 18,3% (R$ 28,0 bilhões de reais), em 2010, para 17,7% (R$ 34,6 bilhões) em 2011. Já Minas Gerais subiu da quarta para a segunda colocação, com uma participação de 12,7% (R$ 24,8 bilhões) em 2011.

Sorriso (MT), que havia caído de primeiro para terceiro lugar em 2010, voltou a ser o município com maior valor de produção, gerando R$ 1,9 bilhão, um crescimento de 105,4%. São Desidério (BA) foi o segundo colocado, com R$ 1,7 bilhão e crescimento de 59,9%.

Essas e outras informações estão disponíveis na pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM) 2011, que mede as variáveis fundamentais da safra dos 64 principais produtos de lavouras temporárias e permanentes da agricultura nacional, com detalhamento municipal.

A publicação completa da PAM 2011 pode ser acessada na página http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/pam/2011/default.shtm

Dos 64 produtos pesquisados, três culturas responderam por 57,2% (R$111,8 bilhões) do valor da produção: soja, cana-de-açúcar e milho.

A soja continua sendo a cultura com maior valor da produção (25,7% do valor total ou R$50,3 bilhões), seguida da cana-de-açúcar (20,1% ou 39,2 bilhões) e do milho (11,4% ou R$ 22,2 bilhões).

Produção de grãos cresce 6,8% e bate recorde novamente: 159,4 milhões de toneladas
Os 15 produtos denominados cereais, leguminosas e oleaginosas, mais conhecidos como grãos (algodão herbáceo e arbóreo, amendoim, arroz, aveia, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo, triticale) tiveram safra recorde (159,4 milhões de toneladas) em 2011, um crescimento de 6,8% (10,1 milhões de toneladas a mais) sobre a safra de 2010, que também tinha sido recorde.

Esta diferença deve-se em grande parte à soja, que cresceu 6,1 milhões de toneladas, seguida do arroz com 2,2 milhões de toneladas a mais e do algodão herbáceo com 2,1 milhões de toneladas a mais.

Esse crescimento, aliado à recuperação dos preços, exceto no caso do arroz, proporcionou um valor de produção de R$ 94,7 bilhões, um aumento de 32,7% (R$ 23,3 bilhões) em relação a 2010.

São Paulo reduz participação, mas se mantém como o estado com maior valor de produção: R$ 34,6 bilhões
Na distribuição estadual do valor de produção, São Paulo manteve a liderança, com R$ 34,6 bilhões, apesar da redução na participação de 18,3% em 2010 para 17,7% em 2011.

O estado é o principal produtor de importantes culturas que tiveram aumento no valor da produção em 2011, entre elas a cana-de-açúcar (58,2% da produção nacional) e a laranja (77,2% da produção).

A redução na participação se deu principalmente em função do aumento da contribuição de outras unidades da federação, como Minas Gerais (de 11,8% para 12,7%), que passou do quarto para o segundo lugar, e Mato Grosso (de 8,9% para 11,0%), que passou da quinta para a quarta posição.

Em Minas Gerais, a valorização de produtos como o café, o milho e o feijão, aliado à expansão da cana-de-açúcar e do algodão herbáceo, aumentaram o valor total da produção, que foi de R$ 24,8 bilhões.

No Mato Grosso, o aumento ocorreu com o crescimento da produção e da valorização da soja, do milho e do algodão herbáceo. O estado arrecadou R$ 21,5 bilhões.

Com R$ 1,9 bilhões de valor de produção, Sorriso (MT) volta à primeira colocação dentre os municípios

Depois de cair para a terceira colocação em 2010, Sorriso voltou a ser o município com maior valor de produção, onde foi gerado R$ 1,9 bilhão, um crescimento de 105,4% em relação ao ano anterior.

O município foi responsável por 8,8% do valor de produção do Mato Grosso, destacando-se como maior produtor de soja e o 2º maior produtor de milho.

São Desidério, na Bahia, com R$1,7 bilhão, foi o segundo maior em valor de produção, sendo responsável por 13,4% do valor arrecadado no estado.

O município é o maior produtor de algodão herbáceo do Brasil, sendo responsável por 14% da produção nacional e 45,1% da produção baiana (711,9 mil toneladas).

Produção de soja ultrapassa 74,8 milhões de toneladas e bate novo recorde
Em 2011, a sojicultura nacional bateu um novo recorde de produção. Foram colhidas 74,8 milhões de toneladas, aumento de 8,8% (6,1 milhões de toneladas) em relação ao ano anterior.

A boa cotação da oleaginosa fez com que a plantação avançasse para terras habitualmente reservadas ao milho 1ª safra, aumentando a área plantada em 629,5 mil hectares (3,0%) e totalizando 24,0 milhões de hectares.

Mato Grosso se manteve como líder nacional, com 20,8 milhões de toneladas, 10,7% a mais que o produzido em 2010.

No ranking dos 20 maiores municípios produtores, 14 são mato-grossenses, com destaque para Sorriso, em 1º lugar, seguido por Nova Mutum (MT), Sapezal (MT) e Formosa do Rio Preto (BA), todos com produções acima de um milhão de toneladas.

Produção da cana-de-açúcar registra menor crescimento (2,3%) em seis anos
A produção brasileira de cana-de-açúcar atingiu 734,0 milhões de toneladas em 2011, um aumento de 2,3%, o menor dos últimos seis anos.

Essa desaceleração deve-se principalmente à falta de chuvas regulares nas principais regiões produtoras do Brasil.

Já o valor da produção cresceu 38,6%, atingindo R$ 39,2 bilhões, em razão do aquecimento do preço do açúcar no mercado externo e do preço do etanol no mercado interno.

São Paulo continua sendo o maior produtor nacional de cana-de-açúcar, responsável por 58,2% da safra nacional. A produção de 427,3 mil toneladas é 0,2% maior que a de 2010.

A área colhida no estado apresentou um crescimento de 4,4% (219 mil hectares), porém o rendimento médio caiu 4,0%, passando de 85.543 kg/ha em 2010 para 82.093 kg/ha.

Minas Gerais, na segunda colocação, teve um crescimento de 11,8% na produção, e Goiás, com crescimento de 14,4%, passou a ser o terceiro produtor, ultrapassando o Paraná, cuja produção reduziu 7,1%.

Entre os 20 maiores municípios produtores, que juntos representam 11,6% (84,8 milhões de toneladas) da produção nacional, 15 estão localizados em São Paulo, com destaque para Morro Agudo, maior produtor nacional, responsável por 1,9% (7,9 milhões de toneladas) da produção paulista.

Com redução no rendimento, produção de milho cresce 0,5%
A produção nacional do milho em grão em 2011 foi de 55,7 milhões de toneladas, um aumento de 0,5% sobre 2010.

Os bons preços e estoques reduzidos incentivaram o aumento de 4,2% na área colhida (1,3 milhões de hectares), perfazendo um total de 13,2 milhões de hectares, porém o rendimento médio nacional caiu 2,5% devido ao clima (de 4.318 kg/ha para 4.211 kg/ha). O valor da produção, por sua vez, cresceu 46,4%, chegando a R$ 22,2 bilhões.

O Paraná, principal estado produtor, teve a produção reduzida em 8,1%, e responde por 22,4% (12,4 milhões de toneladas) do total nacional. No Mato Grosso, segundo maior produtor, a redução foi de 4,9%.

Os municípios com maiores produções de milho em 2011 foram Jataí (GO), com 918 mil toneladas, Sorriso (MT), com 889,8 mil toneladas e Rio Verde (GO), com 667,2 mil toneladas.

Apesar da safra de baixa produtividade, valor de produção do café aumenta 40,1%
A safra de café em 2011 totalizou 2,7 milhões de toneladas ou 45,0 milhões de sacas de 60 kg, uma queda de 7,1% na produção nacional.

A queda na produção era esperada, em razão da característica do café arábica, espécie predominante no Brasil, de alternar safras de alta e baixa produtividade.

Ainda assim, o valor de produção aumentou 40,1%, em função da recuperação dos preços devido aos baixos estoques no mercado internacional, totalizando R$ 16,2 bilhões.

Minas Gerais, o maior produtor nacional, concluiu a colheita de 2011 com 1,3 milhões de toneladas (22,3 milhões de sacas de 60 kg), considerando as duas espécies em conjunto (arábica e canephora).

O estado participou com 49,5% do total colhido no país em 2011. O segundo maior produtor em 2011 foi o Espírito Santo, com 26,3% (709,4 mil toneladas) de participação na produção, seguido de São Paulo, com 8,8% (238,5 mil toneladas). O município de Jaguaré (ES) foi o maior produtor, com 19,0 mil toneladas.

Safra de algodão herbáceo aumenta 71,9% em relação a 2010
A produção de algodão em 2011 foi de 5,0 milhões de toneladas, com aumento de 71,9% (2,1 milhões de toneladas) em relação a 2010.

Sob a perspectiva de bons negócios com a cultura, devido aos baixos estoques nacionais e internacionais, o país aumentou em 69,0% a área plantada, o que resultou em grande crescimento na produção.

O valor da produção cresceu 76,2%, também em decorrência do aumento da área plantada, totalizando R$7,27 bilhões.

Mato Grosso, o maior produtor do país, contribuiu com 50,1% (2,5 milhões de toneladas) da produção nacional.

O estado aumentou a área de algodão herbáceo 71,3% em relação ao ano de 2010, obtendo um rendimento médio de 3.529 Kg/ha, superior 1,9% à safra anterior.

Na Bahia, segundo maior produtor nacional de algodão (31,2% ou 1,57 mil toneladas), o aumento de área plantada foi de 53,5%.

A produção foi 58,6% maior do que em 2010, influenciada também por melhores resultados no rendimento médio, cujo acréscimo foi de 3,1% (3.800 Kg/ha). São Desidério (BA) continuou sendo o maior produtor nacional, responsável por 14,0% da safra nacional com 711,9 mil toneladas.

Brasil produz 25,4 milhões de toneladas de mandioca
A produção nacional de mandioca alcançou 25,4 milhões de toneladas em 2011, um crescimento de 3,7% em relação ao ano anterior.

Os estados do Pará, Paraná e Bahia produziram juntos 46,4% (11,7 milhões de toneladas) do total nacional. O Pará é o principal produtor de mandioca, contribuindo com 4,6 milhões de toneladas, ou 18,3% do total.

Em seguida vem o Paraná, com 4,1 milhões de toneladas (16,4%). A Bahia, terceiro maior produtor, apresentou queda de 7,6% na produção, totalizando 2,9 milhões de toneladas (11,7%).

Dos dez maiores municípios produtores nacionais, quatro estão no Pará, com destaques para Acará, com 414 mil toneladas (1,6%), e Santarém, com 322 mil toneladas (1,3%).

Com 77% da produção nacional, São Paulo colhe 15,2 milhões de toneladas de laranjas em 2011
Em 2011, a safra nacional de laranjas totalizou 19, 8 milhões toneladas (485,6 milhões de caixas de 40,8 kg), um crescimento de 7,1% em relação a 2010.

O valor da produção foi de R$6,5 bilhões, e os preços praticados em 2011 foram considerados normais, com média de R$13,50 pela caixa.

São Paulo, com 77,2% de participação na safra nacional, produziu 15, 2 milhões de toneladas.

A Bahia, com 5,2% de participação, foi o segundo estado com maior produção: 1,0 milhão de toneladas. Em relação aos municípios produtores, Itápolis (SP) lidera a lista, com 550 mil toneladas (2,8%).

Arroz em casca tem produção recorde: 13,4 milhões de toneladas
A produção nacional de arroz em casca em 2011 foi de 13,4 milhões de toneladas, 19,9% maior que a de 2010 e superando a safra recorde de 2004 (13,2 milhões de toneladas).

A área colhida ficou em 2,75 milhões de hectares, com rendimento médio de 4.896 kg/ha.

O Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro e responsável por 66,3% (8,9 milhões de toneladas) da produção nacional do cereal, foi o principal responsável pela safra recorde, com crescimento de 30% na produção e rendimento médio de 7.648 kg/ha.

Dos 20 principais municípios produtores, com exceção de Lagoa da Confusão (TO), 14º da lista, todos são gaúchos, com destaque para Uruguaiana, maior produtor, com 734,3 mil toneladas (5,4%).

Produção de feijão cresce 8,8% em relação a 2010
A produção nacional de feijão obtida em 2011, considerando-se as três safras do produto, totalizou 3,4 milhões de toneladas, 8,8% a mais que em 2010.

O melhor desempenho do produto em 2011 deveu-se, principalmente, aos bons preços praticados no mercado durante a implantação da 1ª safra, fato que estimulou o plantio.

A área colhida foi de 3,6 milhões de hectares, um acréscimo de 7,3% em relação ao ano anterior.

O Paraná se manteve como principal produtor, com 23,7% (815,2 mil toneladas) de participação no total nacional e um aumento de 2,9% em relação a 2010.

Os 20 principais municípios produtores de feijão, com um total de 752,2 mil toneladas, responderam por 21,9 % da produção nacional.

Unaí (MG) manteve a hegemonia com 112,6 mil toneladas (3,3%), seguido por Cristalina (GO) e Brasília (DF), com produções de 60,8 mil toneladas (1,8%) e 56,9 mil toneladas (1,7%), respectivamente.

Após safra recorde de 2010, produção de trigo cai 7,8% em 2011
A produção de trigo em 2011 totalizou 5,69 milhões de toneladas, 7,8% menor do que a obtida na safra recorde de 2010.

O clima desfavorável no Paraná fez a produção do estado cair 29,0%, somando 2,44 mil toneladas. Com isso, o Rio Grande do Sul passou a ser o principal produtor nacional, com 2,74 mil toneladas e 29,7% de crescimento em relação a 2010.

O município com maior produção continua sendo Tibagi (PR), que responde por 2,5% da produção nacional com 142,6 mil toneladas.(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

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