+55 (67) 3546.2571
segunda, 18 de janeiro de 2021
bataguassu
bataguassu
sábado, 1 de março de 2014 - 11:45

Há mais de 30 anos em MS, gaúcho mantém costumes do Rio Grande do Sul

Desde guri as vestimentas são as mesmas, bombacha e camisa, não importa aonde ele vá, onde ele esteja, a cultura e os costumes gaúchos o seguem por todos os lugares. "Seo" José Carlos da Rosa Cardoso, de 89 anos, é tradicionalista e não nega. Até título de cônsul honorário do Rio Grande do Sul recebeu, pelos serviços de difusão dos costumes e cultura gaúcha.

Já ao acordar ele coloca a bombacha. José Carlos explica que não usa calças comuns por falta de costume. “Não é que eu não goste é que me criei assim. Nasci no meio rural. É a roupa que conheci desde criança”, explica.

E foi assim com bombachas e sotaque carregado, que José Carlos conquistou o coração de Ernestina Martins Leite Cardoso, 66 anos. Filha de gaúchos, ela já nasceu aqui em Mato Grosso do Sul, mas acabou mantendo a tradição dos pais e do marido na família.

Ao entrar na casa, a referência do Rio Grande do Sul é vista por todos os lugares. O mate é preparado sempre que uma visita chega. E para gente não foi diferente. Enquanto a prosa seguia "seo" José preparou o chimarrão.

Ele conta que costumava tomar a bebida diariamente, mas a nutricionista proibiu. “É por causa da cafeína”, diz. Mas, quando tem visita ele abre exceção e começa o ritual de preparo que existe há anos. A quantidade de erva tem que ser o suficiente para encher praticamente ¾ da cuia. Não pode encher tudo para a bomba não entupir. A temperatura da água também não pode ultrapassar os 70?C. “É para não lavar a erva”, explica.

Chimarrão preparado, ele oferece o primeiro, como um perfeito cavalheiro. Explico que aprendi a tomar sem queimar a língua, ele ri dizendo que não sou marinheira de primeira viagem.

Chimarrão em mãos é na varanda que a prosa corre solta. José Carlos conta, que além da bombacha e do chimarrão ele gosta de contar causos, como todo bom gaúcho. Suas histórias inclusive costumavam ser publicadas em um jornal, mas um dia mexeram no texto dele sem avisar. Ele ficou chateado e não quis mais publicar. “Mudaram duas palavras e mudou todo o sentido”, reclama.

Hoje escreve para ele mesmo ler, diz. “Escrevo para mim. Para não esquecer as histórias”, conta com a pastinha cheia de textos na mão. Uma, inclusive, nos presenteia. É “Os causos do tio Júlio”. A história, uma homenagem póstuma, conta quem foi tio Júlio, seus feitos e sua vida.

Outra mania que tinha de gaúcho era laçar. Até 1995 foi um grande laçador. Depois diz que parou porque já estava cansado para isso. Mas os troféus na estante revelam que ele não era qualquer laçador, mas um muito especial. Questionado se ganhava todas, diz que apenas algumas, que outros também ganhavam.

Mas a grande paixão não deixou de lado – o Internacional. O colorado é o grande amor de José Carlos, claro, depois de dona Ernestina. E pelo clube gaúcho que o coração de José bate forte.

Comentários
EnqueteQuem vai ser o Campeão da Copa do Brasil?
Resultados
42,86%
Santos
21,43%
Grêmio
21,43%
São Paulo
14,29%
Fluminense
22min30max
AnaurilândiaSol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora.
22min27max
Campo GrandeSol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora.
22min27max
DouradosSol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora.
23min30max
Três LagoasSol com muitas nuvens durante o dia. Períodos de nublado, com chuva a qualquer hora.