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terça, 30 de outubro de 2012 - 16:57

Fluminense tem a maior folha salarial do Brasileiro; veja o ranking

Há quase uma premissa para se fazer boas campanhas em campeonatos por pontos corridos: ter um elenco grande. E o Fluminense deste ano, grande candidato ao título do Brasileirão, é a prova de que montar times fortes custa alto. Levantamento elaborado pelo DIÁRIO constata que a folha salarial do Tricolor das Laranjeiras é a maior do país, girando em torno de R$ 8 milhões mensais.

Empolgado com a campanha deste ano, o presidente do clube carioca, Peter Siemsen, reconhece que o ótimo elenco é responsável pelo sucesso da equipe.

“Esse investimento no grupo e a montagem de uma comissão técnica com a qualidade que temos são responsáveis pelos resultados que o time vem alcançando no ano. O Fluminense tem, seguramente, um dos melhores e mais regulares elencos do Brasil”, assegura o mandatário.

O trunfo do Flu é a sólida parceria com a empresa de planos de saúde Unimed, desde 1999, quando os tricolores ainda amargavam a Terceira Divisão nacional e viviam o pior momento de sua história.

Para Siemsen, o patrocínio faz total diferença. “Nós temos a melhor e mais duradoura parceria do futebol brasileiro e esse investimento da Unimed nos atletas permite a montagem do elenco forte que temos atualmente”, admite.

Quando perguntado se o dinheiro tem prevalecido no futebol, o presidente tricolor responde que sim. Mas cita algo ainda mais importante. “Na minha opinião, o que faz mais a diferença é o planejamento sério, dentro da realidade de cada equipe”, completa.

filme repetido/ Não é a primeira vez que o time de maior investimento pinta como favorito à taça. Em 2011, de acordo com levantamento feito pelo site BDO Brazil, o campeão Corinthians foi o time brasileiro que mais gastou com o departamento de futebol. O investimento total superou os R$ 197 milhões, levando em conta apenas gastos com a equipe.

O ranking das folhas salariais produzido pelo DIÁRIO — os valores não são confirmados pelos clubes — reforça a importância do dinheiro no sucesso de um time. Com raras exceções, como o Palmeiras, os clubes estão em colocações compatíveis com seu investimento.

No G4 dos gastos, o Internacional não se encontra na zona de classificação para a Libertadores, atualmente. Em contrapartida, o Atlético-MG, que não paga integralmente o salário de Ronaldinho Gaúcho, está na briga pelo título do Campeonato Brasileiro.

Na parte de baixo da tabela, Ponte Preta e Náutico não fazem da zona de rebaixamento, embora estejam entre os quatro últimos no quesito investimento.

QUANTO GASTAM OS CLUBES DA SÉRIE A COM SALÁRIOS – VALORES EM MILHÕES DE R$:

Fluminense: 8,0

Grêmio: 7,0

São Paulo: 6,4

Inter: 6,0

Palmeiras: 5,9

Atlético-MG: 5,5

Corinthians: 5,1

Flamengo: 5,0

Botafogo: 4,3

Vasco: 4,0

Cruzeiro: 3,7

Santos: 3,5

Sport: 2,3

Bahia: 2,0

Coritiba: 1,8

Lusa: 1,8

Figueirense: 1,6

Náutico: 1,5

Atlético-GO: 1,2

Ponte Preta: 1,0

Folhas não incluem todo o dinheiro recebido por atletas

O santista deve ter levado um susto ao constatar que o Santos ocupa apenas a 12 colocação no ranking das maiores folhas salariais, com gastos de R$ 3,5 milhões por mês. Afinal, Neymar, sozinho, ganha R$ 3,6 milhões. Mas é importante destacar que o estudo feito pelo DIÁRIO não leva em conta as somas obtidas por meio de patrocinadores. Ou seja, os valores registrados em carteira e direitos de imagem — forma como os clubes atenuam os impostos.

Neymar fatura R$ 500 mil por mês do Santos. Os outros R$ 3,1 milhões são obtidos com contratos de publicidade — ele é garoto-propaganda de 11 empresas.

Atlético-MG e Internacional também usaram essa estratégia em suas últimas contratações. O Galo paga R$ 300 mil por mês a Ronaldinho Gaúcho, que garante outros R$ 200 mil com publicidade. No Colorado, Forlán e Juan têm um salário fixo na casa dos R$ 250 mil. Os valores crescerão de acordo com o número de patrocinadores que conseguirem.

Opinião

Amir Somoggi, especialista em marketing esportivo

Davi contra Golias
É evidente o crescimento do investimento no futebol mundial. O problema é que o Brasileirão, acompanhando isso, se torna cada vez mais parecido com os campeonatos europeus. É uma luta entre Davi e Golias. A diferença de investimento entre os grandes e pequenos cresce gradativamente, ainda mais após essa nova divisão de cotas de televisão. É mais ou menos o que acontece no Campeonato Espanhol com Real Madrid e Barcelona. Você não pode esperar que Ponte Preta ou Portuguesa, por exemplo, vençam a competição com esse porte de dinheiro investido.

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