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quinta, 12 de abril de 2018 - 14:55

Acusado de assassinato de travesti, réu nega que ameaçou testemunha

Crime aconteceu minutos depois que a vítima prestou depoimento contra o acusado em uma audiência no Fórum

Durante julgamento na 1ª Vara do Tribunal do Júri, nesta manhã (dia 12), Jackson Ferreira de Brito Oliveira, 21 anos, nega ter tentado matar o cunhado Atairço Rodrigues da Silva, 50 anos, em julho de 2017. O crime aconteceu minutos depois que a vítima prestou depoimento contra o acusado em uma audiência no Fórum.

Jackson responde pelo assassinato de Émerson dos Santos Rosa, travesti conhecida como Luana e no dia 26 de julho do ano passado foi intimado para a primeira audiência do caso. Entre as testemunhas de acusação, estava Atairço. O suspeito acompanhou o depoimento e chegou a xingar e ameaçar a vítima na frente do juiz.

O rapaz contou que durante 4 anos foi usuário de cocaína e pasta base. Para comprar drogas, pedia dinheiro a irmã. A briga com o cunhado teria começado em razão disso. Porém, as confusões se intensificaram por causa de um terreno que Atairço comprou com o dinheiro que a mãe de Jackson deixou antes de morrer.

Durante a audiência do ano passado, o cunhado alegou que havia dado R$ 15 mil a Jackson, valor referente a compra do terreno, mas que o réu teria gastado o dinheiro em droga e que era muito brigão. O réu, então, não gostou da declaração e se exaltou. 

Após a audiência, Jackson ligou para o filho da testemunha e disse: “Avisa seu pai, esse cagueta, que estou saindo do Fórum e vou descer aí para matá-lo”. As ameaças continuaram no decorrer da tarde. Na sequência, Jackson armado com uma faca, foi até o comércio da vítima, no Bairro Morada Verde, e tentou esfaqueá-la, mas foi impedido por testemunhas.

O rapaz, que respondia ao processo em liberdade, foi autuado por tentativa de homicídio e ameaça. Jackson nega e fala que foi agredido a pauladas pelo sobrinho e só se armou para se defender. Ele alegou que foi atrás do cunhado apenas para cobrar o restante do dinheiro, pois o terreno vália R$ 40 mil na época. O resultado desse júri deve ser divulgado no período da tarde.

Referente ao assassinato de Luana, Jackson ainda não foi a juri. A travesti foi morta com golpe de faca no abdômen, na madrugada do dia 24 de junho de 2016, na Travessa Guavira, próximo ao cemitério do Cruzeiro, região da Coronel Antonino. Conforme a Polícia Militar, a travesti foi achada caída por uma amiga, também travesti. Ao lado do corpo, foram encontrados vários objetos como um cachimbo para usar droga.



Fonte: Campo Grande News
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