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sexta, 17 de setembro de 2021
quinta, 19 de setembro de 2013 - 11:10

Beijar dá herpes e azeite alivia coceira; especialista explica

O herpes é uma infecção que causa pequenas bolhas vermelhas e lesões que ardem e coçam, e podem afetar a pele e mucosas da garganta, nariz, boca, uretra, reto e órgãos sexuais.

O vírus que transmite a doença é o Herpes simplex e estima-se que 90% das pessoas já tiveram contato com o tipo que se manifesta nos lábios, o HSV1. Mas apenas 10% dos portadores manifestam o sintoma.

A doença não tem cura, e existem muitas crendices populares sobre seu tratamento. Duas dermatologistas, que são membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Marcia Monteiro e Flávia Guglielmino, vão desmistificar algumas delas.

Beijar transmite herpes? Beijar indivíduo com herpes pode transmite o vírus para quem nunca teve contato com ele. A transmissão geralmente ocorre na primeira infância.

Riscar a borda do herpes com caneta impede que a ferida cresça? O herpes é autolimitado e, assim, a ferida só cresce até certo ponto. Por tal razão há a impressão que, se riscar ao redor da ferida, ela para de crescer, mas não é verdade. A pessoa ainda corre o risco de infectar a ferida, que não deve ser manipulada, nem estourada com agulha pelo risco de infecção secundária.

Depois que a ferida este seca o vírus ainda pode ser transmitido? Até hoje se acreditava que quando a lesão está cicatrizada completamente não há mais risco de transmissão, mas estudos demonstraram que mesmo sem a lesão, o portador pode transmitir o vírus.

Colocar gelo assim que sente a coceira e a ardência inibem o crescimento da ferida? O gelo alivia os sintomas, mas deve ser usado com cuidado. Dê preferência a compressas geladas para não ter o risco de queimar a pele com o gelo. Mas o que inibe o crescimento é somente medicação oral.

Colocar azeite na ferida ajuda a aliviar a sensação de repuxar da pele? Tudo que hidrata a pele diminui a sensação de repuxar, mas nesse caso o melhor é utilizar pomada com antibiótico que vai hidratar e prevenir infecção secundária da lesão, e não o azeite.

Uma vez que a pessoa teve herpes, ela terá para o resto da vida? O vírus do herpes quando adquirido fica armazenado para toda vida no nosso organismo, mas a pessoa pode desenvolver novamente a lesão ou não.

Situações de estresse e nervoso podem fazer com que o herpes apareça? Em alguns casos, ele nunca se manifesta. Em outras pessoas, situações de doença, stress emocional, mudanças bruscas de temperatura e exposição ao sol podem desencadear uma crise.

Quem tem herpes precisa ter toalha de rosto, copos exclusivos para seu uso mesmo quando a ferida não está aparente? Durante o surto da doença, ou seja, quando o paciente está com as lesões, elas estão cheias de vírus, então nessa situação deve-se evitar o contato direto com outras pessoas e separar os objetos. Sem a lesão a transmissão por objetos é muito rara.

E se aparecer um herpes no dia do casamento, por exemplo? Existem pomadas ou alguma receita caseira para melhorar a aparência ou impedir a vermelhidão? Se a lesão surgir no dia do casamento, o ideal é camuflar com uma boa maquiagem, já que o tratamento não surte efeito imediato. A única maneira de diminuir a evolução é com o medicamento oral. Estudos demonstraram que as pomadas antivirais não impedem o crescimento da ferida. O melhor é procurar um médico o mais rápido possível e usar corretivos.

Para se prevenir, é indicado usar protetor labial todos os dias ou apenas nos dias de sol? O protetor labial é indicado todos os dias, pois irá prevenir também o câncer de pele nos lábios.

A ferida do herpes deixa cicatriz? A ferida pode deixar cicatriz se for manipulada ou se for agravada por infecção secundaria por bactérias.

O herpes pode desencadear outros sintomas como febre? A primo-infecção herpética, que acomete crianças, vem acompanhada de sintomas, como estomatite, febre e mal-estar. Mas as infecções recorrentes geralmente não causam sintomas sistêmicos.

Quais complicações o herpes pode ter? No herpes simples, em pacientes saudáveis, a complicação mais frequente é a infecção secundária por bactérias, com o surgimento de pus no local. Complicações mais graves aparecem em pacientes imunosuprimidos, como portadores de HIV e pacientes em quimioterapia.

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