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sexta, 17 de setembro de 2021
quarta, 4 de setembro de 2013 - 17:40

Brasileira morta na Itália estava grávida do chefe, revela DNA

O resultado de um exame de DNA confirmou nesta quarta-feira que o italiano Claudio Grigoletto, dono da empresa Alpi Aviation do Brasil, era o pai do bebê que a brasileira Marilia Rodrigues da Silva, 29 anos, estava esperando. Grigoletto, que era chefe de Marilia, é o principal suspeito de ter assassinado a brasileira, que foi encontrada morta na última sexta-feira, no escritório da empresa, em Gambara, no norte da Itália. Ela estava grávida de cinco meses. A prisão de Grigoletto foi confirmada na manhã desta quarta-feira, depois de um longo interrogatório iniciado na noite anterior. O italiano assumiu à polícia que tinha um relacionamento amoroso com a vítima, e não descartou que poderia ser o pai do bebê que ela esperava.

A advogada de Claudio, Elena Raimondi, afirmou ao Terra, por telefone, que Grigoletto ainda não recebeu a notícia da confirmação da paternidade. "Eu ainda não falei com ele sobre o resultado do teste, mas como ele acreditava que poderia ser mesmo o pai, mesmo sabendo que ela tinha outros relacionamentos, não creio que ficará surpreso", disse ela. Elena também afirmou que a mulher de Grigoletto, Jessia Alari, recebeu a notícia sobre a traição. "Em uma noite, ela ficou sabendo que o marido tinha outra mulher, que essa mulher esperava um filho, que poderia ser dele e ainda viu a polícia levá-lo de casa como o principal suspeito da morte dessa mulher. Acho que não preciso dizer como ela se sente. Mas a sua decisão é de apoiar o marido", disse a advogada. Sobre as provas - que, segundo o Ministério Público, complicam a situação de Claudio Grigoletto -, a advogada foi categórica: "penso que o meu cliente pode provar que é inocente sim, as investigações ainda não foram concluídas e ele não pode ser considerado culpado, temos que esperar".

A advogada também fez referência a uma nota fiscal encontrada dentro do escritório de Grigoletto. O documento, da última quinta-feira - data da morte de Marília -, comprova a compra de amônia e ácido. A prova, segundo a polícia, indicaria um crime premeditado. Elena, no entanto, justifica a compra dos produtos. "Não foram comprados somente amônia e ácido, foram compradas luvas e esponja também, produtos de limpeza que serviriam para limpar o escritório depois da volta das férias, já que a empresa ficaria muitos dias fechada", disse. A polícia trabalha com a hipótese de que Claudio Grigoletto queria "eliminar o problema", porque seria o pai do filho de Marília, o que colocaria em risco o seu matrimônio. Ele teria tentado simular um suicídio da brasileira.
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