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sexta, 17 de setembro de 2021
quarta, 4 de setembro de 2013 - 14:40

Caro, peixe tenta conquistar gosto popular com descontos

Com redução dos preços, a décima edição da Semana do Peixe, que acontece até 15 de setembro, tenta colocar o pescado no prato do sul-mato-grossense. Se no primeiro semestre, a Quaresma puxa o consumo por motivo religioso. Em setembro, a proposta é conquistar pelo bolso.

“A cada dois dias, tem dois produtos com descontos, que vão de 10% a 25%”, afirma Cleuber Linares, dono da peixaria Linares, que funciona há 37 anos no Mercadão Municipal de Campo Grande. Nesta quarta-feira, o quilo do filé de pintado do Pará teve redução de R$ 16,90 para R$ 12,90. No quilo de cação em posta, o desconto é de 15,7%, passando de R$ 16,50 para R$ 13,90.

A expectativa é que o peixe entre na rotina alimentar dos consumidores. Para a cabeleireira Sônia Valdez, de 45 anos, as pessoas até querem comer mais peixe, mas desistem pelo preço. “Compro de vez em quando, uma vez por mês. Para você ver, quatro postas de pintado custa R$ 20. Se for uma família maior, não dá um posta para cada um”, afirma.

Em Mato Grosso do Sul, o consumo per capita (por pessoa) anual é de quatro quilos, abaixo da média nacional (9 quilos) e do recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é de 12 quilos. A média brasileira é puxada pela região Norte.

Se para o consumidor o diferencial vem em forma de desconto, na outra ponta o incentivo à produção do pescado busca aumentar a produção e, por consequência, reduzir o preço.

De acordo com o superintendente da Pesca em Mato Grosso do Sul, Luiz David Figueiró, o setor recebe vários incentivos para expansão. “Para que a população consuma mais pescado, mais peixe, que é fonte de saúde”, salienta. 

Os incentivos vêm em forma de recursos para pesquisas e também linha de financiamento. “O BNDES está de portas abertas para o setor. Na Agricultura Familiar, o Banco do Brasil tem linha de financiamento de três anos de carência e dez anos para pagar”. Até 28 de novembro, sete municípios do Estado vão receber a “Caravana do Crédito para Pesca e Aquicultura”: Campo Grande, Dourados, Mundo Novo, Anastácio, Coxim, Três Lagoas e Paranaíba.

Entre as bacias do rios Paraguai e Paraná, o Estado tem posição privilegiada. “O ministro da Pesca quando veio aqui, disse que era o Jardim do Éden. Com um potencial enorme”, afirma Figueiró.

A produção anual de Mato Grosso do Sul chega a 17 mil toneladas de pescado. Mas a maior parte vai para fora, por falta de unidade de processamento.


Não tem frigorífico. Mas vai ter em Dourados, Dois Irmãos do Buriti e também queremos um em Campo Grande”, diz o superintendente. As espécies mais consumidas são pacu, pintado e tilápia.

Duas licitações, cujas propostas serão abertas nos dias 16 e 17 de setembro, vão dobrar a produção estadual. Serão mais 17 mil toneladas com a criação de cinco parques aquícolas nos reservatórios da usina hidrelétrica de Ilha Solteira, na divisa com São Paulo.

Mudança de hábito – Fora a questão preço, o pescado enfrenta resistência cultural. “A mãe fala para criança não comer peixe, que tem espinho. É uma questão cultural”, lembra o superintendente da Pesca, Luiz Figueiró.

Ele reforça que há outras formas de consumo, como quibe, salsicha, hambúrguer de peixe. Já a versão mais próxima para consumir, como pacu temperado e recheado custa mais caro: R$ 22,90 o quilo. A Semana do Peixe conta com palestras e torneios de pesca em Coxim e Aparecida do Taboado.
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