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quarta, 7 de novembro de 2012 - 11:45

Celulite: o que é mito ou verdade

Instigada pela quantidade de mulheres que se queixavam de celulite em seu consultório, a dermatologista Doris Hexsel formou uma pequena equipe para estudar o tema — a fundo, literalmente. Lá se vão mais de 15 anos, com diversas pesquisas científicas publicadas. A médica virou referência no assunto. A partir de uma tabela tradicional, da década de 1970, que detecta graus de celulite e aponta formas de combatê-la, ela criou uma nova e mais precisa, hoje adotada por outros profissionais. Doris lança este mês “Anticelulite”, livro que reúne informações no estilo “você sabia?”. A Revista O GLOBO conversou com a especialista e, a seguir, lista mitos e verdades sobre o tema.
Origem e aumento

Não se sabe, claro, quem foi a primeira mulher (ou as primeiras) a reclamar de celulite, mas o problema começou a ser descrito na França em 1920. Hoje, evidências mostram que as mulheres têm mais celulite do que antigamente, e a “sentença” é: praticamente todas têm ou terão algum grau de celulite na vida. Também é notório que as mulheres sempre acham que têm mais furinhos do que, na verdade, aparentam.

Causas e fatos

Hereditariedade, hormônios femininos, anatomia (que parte do corpo acumula mais gordura) e dieta hipercalórica são as causas mais comuns. A celulite também está ligada à flacidez. O famoso efeito “sanfona”, quando se perde peso rapidamente e ganha-se depois novamente, é outro grande vilão para o surgimento e o agravamento. Outra verdade: mulheres brancas têm mais que as negras. Latinas concentram mais nos quadris; as nórdicas, no abdômen.

Mitos

Não é o gás do refrigerante que causa celulite e, sim, o açúcar. As versões diet e light, portanto, não são as culpadas, nem a água gasosa. Gelatina não firma a pele e não ameniza a aparência dos “furinhos”. É fato que, reduzindo a gordura localizada, a celulite tende a diminuir. Detalhe: lipoaspiração elimina gordura, mas pode agravar a celulite, três a seis meses após a cirurgia, por causa da fibrose.

Nova classificação

No lugar de apenas graus 0, 1, 2 e 3, a tabela agora vai de A a E: cada uma avalia um aspecto da celulite. E cada letra tem notas de 0 a 3. Quanto maior a nota, mais grave é o problema. Dessa forma, é possível diagnosticar quantidade, profundidade e aparência dos “furinhos”, além da flacidez da pele afetada.

Tratamentos modernos

Não há nada mais atual do que o tratamento multidisciplinar, quando há diferentes técnicas envolvidas, entre dieta, exercícios e equipamentos. Novidades em aparelhos a laser e luzes não param de surgir. O mais novo é o Cellactor, que utiliza ondas acústicas para romper células adiposas. A tecnologia mais consagrada, porém, é a radiofrequência, que promove o enrijecimento cutâneo.

Pílula e bermuda anticelulite

O sonho de todas é uma solução milagrosa, mas ela não existe. Ainda faltam estudos sobre a eficiência de cápsulas, por exemplo, mas uma coisa é certa: sozinhas, elas não funcionam. É preciso associá-las a outros tratamentos. O mesmo vale para as tais bermudas “emagrecedoras”: afinal, o uso de uma roupa, todo mundo sabe, não dá conta de um problema tão complexo.

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