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quinta, 18 de outubro de 2018
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quarta, 16 de maio de 2018 - 14:55

Decisão sobre mudar nome de rua deve vir da população, diz prefeito

Comissão da Verdade pediu mudança de rua após novo relatório que revela que governo de Ernesto Geisel manteve política de execuções de "subversivos"

prefeito Marquinhos Trad (PSD) declarou, nesta quarta-feira (16), não ter opinião formada sobre a eventual mudança no nome da Avenida Ernesto Geisel, em Campo Grande. Medida foi requerida pelo Comitê Memória, Verdade e Justiça de Mato Grosso do Sul.

"Não tenho opinião formada sobre isso", declarou Trad, em ação da Caravana da Saúde na Escola Municipal Brígida Ferraz Soss. "O que a população decidir será feito, a gente sempre democratizou o debate". Declaração ocorreu depois do prefeito ser oficiado pelo comitê.

Houve pedido, na sexta-feira (11), para que o município cumpra a lei municipal 5.820/2014, que proíbe o batismo de logradouros públicos com nomes de torturadores ou pessoas que tenham cometido atos de “lesa humanidade” e corrupção.

Um memorando da CIA, a agência de inteligência norte-americana, revelou que o general Ernesto Geisel autorizou o assassinato de opositores no período em que foi presidente do país entre 1974 e 1979. Nem todos os registros, no entanto, foram tornados públicos.

Para o ativista da comissão, Haroldo Borralho, a legislação não promoveu as alterações esperadas. A renomeação de ruas e avenidas, debatida a mais de uma década, deveria abranger ainda a Costa e Silva e Presidente Castelo Branco.

"Seria preciso um levantamento mas, de início, focaríamos nos mais ‘conhecidos’", destacou Borralho, lembrando que tentativas de mudança ocorreram anos atrás quando o ex-vereador Silvio Nucci tentou renomear a Ernesto Geisel para Plínio Barbosa Martins.



Fonte: Campo Grande News
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