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segunda, 26 de julho de 2021
sexta, 29 de maio de 2015 - 16:35

Deputados de MS reprovam reforma política aprovada na Câmara

Parte da bancada federal de Mato Grosso do Sul, entrevistada pelo Midiamax, rejeitou a reforma política aprovada até o momento na Câmara de Campo Grande. Entre os ouvidos o clima é de descontentamento e frustração. “Foi um tiro n’água. Tinha uma expectativa enorme que moralizasse o processo eleitoral brasileiro e me convenceu mais do que nunca da tese de que uma constituinte exclusiva é fundamental. Com o Congresso não fazemos reforma nenhuma”, avaliou Zeca do PT. O deputado classificou as atuais aprovações como um puxadinho do que precisa ser feito e criticou a atitude do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, por manobra para aprovar financiamento privado de campanha. O deputado Geraldo Resende (PMDB) disse que a montanha pariu um rato e considerou pífio o resultado votado, frente aos quatro meses de trabalho de uma comissão na Câmara. “Perdeu um tempo precioso e não levou em conta nem relatório da reforma, de quatro meses. Estão pensando mais na reeleição, que foi o único item votado que tem simpatia da população. Mas, no resto, alguns partidos querem reforma pensando no próprio interesse e não no Pais”, avaliou. O deputado Elizeu Dionizio (SD) demonstrou preocupação com a indefinição em relação a reforma, avaliada por ele como uma colcha de retalhos. Ele teme um conflito entre as mudanças aprovadas na Câmara e o que o Senado tem como proposta. “Não acredito que a mudança que está sendo proposta vai trazer o resultado que a sociedade esperava”, opinou. Elizeu elogia a conduta de Eduardo Cunha até o momento, mas não aprovou as decisões dele frente à reforma. Na avaliação do deputado, Cunha levou a reforma à votação apenas para cumprir uma promessa, quando não havia consenso nem dentro da comissão aberta para avaliar a reforma. “Estão criando um Frankenstein para depois a gente ter que resolver”, reclamou. O deputado Dagoberto Nogueira (PDT) também demonstrou decepção e criticou o presidente da Câmara. Ele o acusa de fazer manobra com os partidos pequenos, o que acabou prejudicando a reforma. Segundo Dagoberto, em troca de aprovar o financiamento privado, o presidente da Câmara deu aos pequenos a possibilidade de coligação na proporcional, matando o entendimento dos médios e grandes partidos, de que é preciso diminuir o número de siglas. “Um retrocesso, demonstrando que câmara não muda nada. São muito mais arranjos políticos do que a reforma que o Brasil queria”, criticou. A Câmara já aprovou o fim da reeleição e proibição de doação de empresa a candidatos, liberando para partidos políticos apenas. Ainda deve ser votada a unificação da eleição. Neste ponto, é preciso definir se os próximos prefeitos e vereadores terão mandato de seis anos, para que em 2022 a eleição passe a acontecer de cinco em cinco anos e para todos os cargos. A reportagem entrou em contato com todos os deputados, mas só os quatro atenderam as ligações.
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