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terça, 6 de novembro de 2012 - 10:43

Discreta no início do governo Obama, Michelle virou figura popular e ativa

Ser mais popular que o marido, presidente dos Estados Unidos, não é uma tarefa fácil. Essa foi, no entanto, uma das conquistas de Michelle Obama, de 48 anos, ao longo do primeiro mandato de Barack Obama à frente da Casa Branca. Mãe de duas filhas adolescentes, Malia e Sasha, a advogada de origem humilde deixou de lado o papel discreto de primeira-dama nos primeiros meses de governo e se transformou em uma figura política querida e fundamental da gestão democrata.

Aluna brilhante, Michelle ganhou bolsa em uma escola de Chicago, e se formou em Sociologia, em Princeton, e Direito, em Harvard.
Descrita, inicialmente, como fria e distante, Michelle manteve-se afastada de aparições públicas no início do mandato de Obama e declarou-se, antes de tudo, mãe. Longe de polêmicas, a primeira-dama concentrou esforços em causas populares, como a luta contra obesidade infantil – campanha "Let's Move!" ("Vamos nos Mexer!") – e a ajuda às famílias de militares, ganhando, pouco a pouco, o carinho dos americanos.

Michelle nasceu em 17 de janeiro de 1964, em um apartamento de um quarto em South Side, bairro pobre de Chicago. Seus pais sempre a estimularam a se superar e a conquistar a educação que eles não puderam ter. Aluna brilhante, ela ganhou bolsa em uma escola especial de Chicago, e depois se formou em Sociologia, em Princeton, e Direito, em Harvard.

Quando deixou Harvard, ela começou a trabalhar em um famoso escritório de advogados de Chicago, onde alguns anos depois conheceu Barack, um tipo "realmente diferente que, além de ser simpático e bonito, mostra um compromisso e uma seriedade que não se encontra frequentemente”, confessou ter pensado depois que ele a convidou para um evento comunitário.

O primeiro beijo entre os dois aconteceu do lado de fora de uma sorveteria de Chicago, em 1989. Em agosto deste ano, o local ganhou uma placa comemorativa em que diz: "Neste local, o presidente Barack Obama beijou pela primeira vez Michelle Obama". Os dois se casaram em 1992 – o casal completou 20 anos de casamento no dia 3 de novembro.

Em 1996, Michelle deixou o setor privado e começou a trabalhar na Universidade de Chicago, onde desenvolveu um programa social. Dois anos depois, nasceu a primeira filha do casal, Malia. A segunda, Sasha, nasceu em 2001.

Ela só aceitou que seu marido concorresse pela nomeação à candidatura presidencial democrata em 2007, após cogitar minuciosamente os efeitos da campanha em sua família.

Críticas

Durante a campanha de 2008, Michelle foi duramente criticada. Comentaristas conservadores falaram que ela parecia uma "mulher facilmente irritável", além de passar uma imagem de distante e fria.

Ela foi atacada também em 2008 pelos comentários que fez em um evento, no qual disse que, pela primeira vez, se sentia "orgulhosa" de seu país, ao ver seu marido, o primeiro afro-americano que chegou à Presidência dos Estados Unidos, como candidato. Os republicanos usaram tal fato para acusá-la de antipatriotismo.

"A primeira-dama é uma pessoa que nunca pediu para estar na cena pública e que nunca quis fazer parte dela, mas agora se sente mais confortável para isso", afirmou em entrevista recente, David Axelrod, assessor de campanha de Obama.

Com o tempo, Michelle conquistou a opinião pública mantendo-se à margem de assuntos polêmicos, concentrada em outras causas. Pesquisas indicam que ela tem popularidade maior que o marido. Segundo o instituto Gallup, Michelle Obama mantém uma popularidade média dos 66% desde 2010, acima dos 47% de Barack Obama e Mitt Romney.

Espontânea e carinhosa com crianças e adolescentes, percorreu o país divulgando a luta contra a obesidade, visitou escolas, e não hesitou em dançar para dar exemplo, ou se ajoelhar e cavar na horta da Casa Branca com as crianças que visitam a residência oficial, a fim de promover a alimentação saudável.

A popularidade de Michelle vai tão longe que até os seus biscoitos com raspas de chocolate tiveram mais votos que os de M&Ms e manteiga de amendoim de Ann Romney, em um tradicional concurso entre as esposas dos candidatos.

Causas

Toda primeira-dama elogiada nos Estados Unidos defendeu uma causa social. Dessa forma, Michelle tentou construir um pacto nacional para melhorar a alimentação infantil e criar iniciativas para mudar a situação enfrentada pelos soldados ao voltar do Afeganistão e do Iraque.

Barack continua sendo o mesmo homem por quem me apaixonei"
Michelle Obama
Além disso, a primeira-dama publicou no final de maio um livro sobre seu projeto de horta ecológica na Casa Branca, com conselhos para manter uma vida saudável e receitas. Na mesma semana, ela assinou exemplares em uma livraria de Washington.

Michelle sempre apareceu como um complemento a Obama, mostrando seu lado humano, de pai de família e marido dedicado. Como boa advogada, ela faz discursos apaixonados. Na convenção democrata deste ano, seu discurso só não foi mais aplaudido que o do ex-presidente Bill Clinton.

Ninguém defendeu como ela os valores de Obama na convenção. A primeira-dama não falou apenas de suas propostas políticas: mostrou uma faceta mais humana de um presidente que, em suas palavras, defende valores como a honestidade, a integridade, a dignidade, a gratidão e a humildade. "Barack continua sendo o mesmo homem por quem me apaixonei", disse Michelle.

Além dos comícios em que participa ao redor de todo o país, a primeira-dama também tomou parte em uma nova iniciativa democrata ("It Takes One"), na qual pediu aos eleitores de Obama que recrutem um amigo, parente ou vizinho na campanha de reeleição.

Polêmica
Outra crítica bastante recebida por Michelle foi seu possível envolvimento em questões políticas dentro da Casa Branca. O livro "The Obamas", da jornalista do "New York Times" Jodi Kantor, reforçou a questão, denunciando atritos entre Michelle Obama e ex-integrantes da equipe de seu marido presidente.

A crise explodiu, segundo o livro, no começo de 2010. Michelle Obama achava que os compromissos concluídos pela administração de seu marido para conseguir fazer aprovar a reforma do seguro-saúde no Congresso iam levar os eleitores a "considerá-lo um político comum", em troca das ambições que tinha para ele.

Em entrevista ao canal CBS, Michelle disse que sabe que o presidente precisa da melhor assessoria possível em assuntos complexos por parte de auxiliares que conhecem os temas.

"Mas isto não quer dizer que não temos discussões e conversas", afirmou. "Isto não quer dizer que meu marido não sabe como me sinto. Quero dizer, uma coisa é correta, falo muito francamente com meu marido sobre como me sinto", completou. "Se não concordasse com algo, falaria com meu próprio marido a respeito", explicou a primeira-dama.

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