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quinta, 06 de maio de 2021
sexta, 29 de junho de 2018 - 14:50

Em 5 anos, universidades federais em MS perderam 52 milhões no orçamento

Queda não afeta salários e aposentadorias, apenas gastos considerados "não obrigatórios"

As universidades federais em Mato Grosso do Sul receberam R$ 52,6 milhões a menos em repasses de verbas do Governo Federal nos últimos cinco anos. Na prática, essa queda afeta os chamados gastos não obrigatórios, que entre outras coisas envolvem a compra de materiais de expediente, insumos para laboratórios, reformas, ampliações, bolsas de pesquisa e programas de permanência.

 
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O levantamento foi feito pelo G1 e mostra que a situação se repete em 90% das instituições desse seguimento em todo o país.

 
 
Corredor central da UFMS (Foto: Marcos Ermínio/arquivo)Corredor central da UFMS (Foto: Marcos Ermínio/arquivo)

No caso da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o corte representou R$ 39.876.826 a menos no orçamento desse período. Em 2013, a instituição chegou a receber R$ 126.204.816 da União, maior valor dos últimos dez anos.

Porém, em 2017 foram entregues R$ 86.327.990, o que corresponde a uma queda de 7,79% para bancar despesas.

Já na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), os repasses despencaram de R$ 54.603.872 em 2013 para R$ 41.872.664 ano passado, ou seja, corte de R$ 12.731.208 nos últimos cinco anos.

Campo Grande News entrou em contato com as assessorias de imprensa das duas instituições para saber quais áreas foram afetadas pela redução, mas nenhuma se manifestou até a publicação desta reportagem.

Contramão – Em 2008 o país começou a desenvolver uma política de expansão do ensino superior público, que além de mais investimentos também teve a criação de novas universidades, aumento de vagas e ampliações nos campi.

Na prática, isso deu certo até 2013, quando o dinheiro que era efetivamente aplicado no setor começou a cair.

Segundo o G1, são obrigatórias por lei apenas os salários e aposentadorias dos servidores. Ao longo desse período, o governo mudou não apenas os valores repassados, mas a própria metodologia para calcular os valores a serem injetados em cada instituição federal.

Campus da UFGD em Dourados (Foto: reprodução)Campus da UFGD em Dourados (Foto: reprodução)

Desde 2010, o Ministério da Educação segue uma planilha específica para definir, junto com as universidades, a distribuição das verbas de custeio e investimento.

Essa base é elaborada com base em diversos parâmetros, como o número de matrículas, produção de conhecimento científico e programas de mestrado e doutorado com seus respectivos resultados na avaliação da Capes (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

A partir deste ano, o governo restringiu ainda mais os gastos. Metade dos recursos têm sido destinados às obras de expansão, reestruturação e compra de equipamentos, conforme o G1. As universidades podem gastar o restante da forma como elas quiserem.



Fonte: Campo Grande News
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