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quinta, 05 de agosto de 2021
terça, 2 de junho de 2015 - 15:45

Em dias de chuva, famílias que moram em barracos se viram como podem

A chuva da madrugada desta terça-feira (2), tirou o sono de mais de 50 famílias que moram em uma área invadida na Rua Prímula, no Jardim das Hortências, atrás da Escola Municipal Irene Szukala, no Conjunto Residencial Aero Rancho. Com a água invadindo os barracos, os moradores tiveram de improvisar baldes para impedir que os colchões fossem alagados. SAIBA MAIS Em dois dias, choveu mais do que o esperado para junho inteiro na Capital Árvore de 5 metros cai em residência durante ventania Previsão de mais chuvas nesta terça-feira em Mato Grosso do Sul Nesta manhã, os moradores, que nem tinham recuperado a noite perdida, foram mais uma vez surpreendidos pela chuva que ainda não ofereceu trégua. Para a comunidade que vive em condições precárias, o resultado de tanta água foi a grande quantidade de barro, baldes espalhados, alguns móveis e colchões molhados, além de várias poças. Cristiane da Silva de 31 anos, afirma que a chuva é sinal de sofrimento para a comunidade. “A situação é complicada porque entra água sempre quando chove e temos que nos revezar, enquanto um cuida o outro dorme e assim vai até a chuva parar. Estamos esquecidos”, lamenta. A diarista, Cristilene da Silva, de 29 anos, é uma das primeiras moradas do local e também fala das dificuldades da comunidade. “Não dormimos à noite porque a chuva alaga todo o barraco. Enche a fossa e a sujeira acaba entrando nas casas”, afirma. Rosimeire Lopes, de 60 anos, improvisou para escapar das águas da chuva. “Toda vez que chove entra água em tudo, então, dessa vez fiz uma passarela pela casa para evitar que os móveis fossem molhados. Também tive de dividir a cama com um balde que usei para não molhar o colchão. Não dá para dormir assim, tive de ficar acordada”, relata. O cadeirante, Willyan dos Santos, de 23 anos, está no local há dois anos e meio. Ele reclama da situação vivenciada pelos moradores. “É complicado morar aqui, a gente não tem sossego. É ruim, mas não temos onde morar”, pontua. A assessoria de comunicação da Emha (Agência Municipal de Habitação) afirma que houve a selagem da área para que haja o controle da quantidade de famílias, a fim de evitar novas invasões. Sobre a previsão de programas habitacionais que possam contemplar as famílias, a assessoria de comunicação da Emha destaca que a Lei Complementar n. 134, em vigor desde 29 de maio de 2009, que discorre sobre invasão de áreas públicas, especifica que para que o cidadão esteja apto a participar do cadastro geral da Agência, não pode ter ocupado irregularmente áreas do município desde janeiro de 1997; invasores de áreas públicas estão impedidos de receber benefícios da Emha por 4 anos, contados a partir da data da ocupação.
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