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domingo, 26 de setembro de 2021
quarta, 11 de setembro de 2013 - 13:40

Herança de Champignon vai para dívidas e família

Mergulhado em dívidas e ações na Justiça, o baixista Champignon, 35, morto na última segunda-feira (9) por suspeita de suicídio, terá sua herança revertida para pagar credores. Ele estava devendo pensão e prestações do carro, além de ser alvo de dez processos na Justiça. O que sobrar deve ser dividido entre a mulher e os filhos. Porém, a quantia só poderá ser partilhada após o nascimento do segundo filho do músico. Veja nas imagens a seguir o que está em jogo no patrimônio do roqueiro, que inclui imóvel no Morumbi (São Paulo), carro popular e direitos autorais das canções de três bandas: Charlie Brown Jr, A Banca e Nove Mil Anjos.

Encontrado em seu apartamento com um tiro na cabeça, Champignon deixou viúva Claudia Campos, grávida de cinco meses. Ela estava no apartamento do marido na hora do disparo e, após sua morte, entrou em estado de choque. Ao lado das filhas do músico, ela deve ser uma das herdeiras de seu patrimônio.

De acordo com o presidente da Comissão de Direitos de Família e Sucessões da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil), Nelson Shikicima, Claudia Campos terá direito a 50% da herança de Champignon caso tenha se casado em comunhão parcial de bens (o mais comum). Veja a seguir quem fica com o restante do patrimônio.

O ex-baixista do Charlie Brown Jr tinha uma filha de sete anos chamada Luiza (foto), fruto de um relacionamento anterior com Nicole Lanzuolo Duarte, com quem se casou em regime de comunhão total de bens. Ela é uma das herdeiras e deverá receber 25% da herança caso o músico tenha se casado em comunhão parcial de bens com Claudia Campos.

Os outros 25% da herança devem ir para o segundo filho de Champignon, ainda em gestação. Claudia Campos (foto), grávida de cinco meses, é a mãe da criança.

O especialista em direito de família Nelson Shikicima explica que o inventário poderá ser aberto antes do nascimento do segundo filho, mas a divisão dos bens só poderá ocorrer quando este nascer, daqui a quatro meses. O regime do casamento entre Champignon e Claudia pode alterar a distribuição do patrimônio. Caso a cerimônia tenha ocorrido com comunhão universal de bens, ela não teria direito à herança, mas sim à divisão dos bens adquiridos por eles antes e durante a união.

Se a cerimônia ocorreu com separação de bens, o cônjuge sobrevivente (no caso, Claudia) não teria direito à divisão nem à herança. Assim, o patrimônio seria dividido apenas entre os dois filhos. Longe da família, a herança do músico será usada para saldar as dívidas que ele contraiu em vida. Segundo levantamento do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o músico Champignon aparece em dez ações em fóruns das cidades de São Paulo, São Vicente e Santos (litoral sul de São Paulo). Duas delas são de 2006, quando o ex-baixista brigou com Chorão e saiu da banda Charlie Brown Jr: uma de R$ 650 mil contra o próprio Chorão e outra de R$ 100 mil contra a banda, para que o grupo não usasse a imagem de Champignon.

Entre as demais ações estão ainda a devolução de um carro no valor de R$ 64.852,14, pedida pelo Banco Continental, e a reintegração e manutenção de posse de um imóvel no valor de R$ 240 mil à época, pedida pelo Banco Matone S/A. Localizado em Perdizes, o apartamento de 103 m² e duas vagas acabou indo para leilão no mesmo ano, por decisão judicial.

Não bastassem esses problemas, o roqueiro ainda tinha processos de pensão. Na Vara da Família de São Vicente, existem duas ações com valores de R$ 1.000 e R$ 11.160 movidas pela ex-mulher Nicole Lanzuolo Duarte, com quem o músico teve sua primeira filha, Luiza, de sete anos.

De acordo com Nelson Shikicima, todas as dívidas que Champignon contraiu em vida, como o carro e as pensões não pagas, não serão esquecidas com sua morte. Pelo contrário, elas vão para espólio, ou seja, serão deduzidas do (pequeno) patrimônio deixado pelo cantor.

Não por acaso, o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck, afirmou a uma emissora de TV que um dos motivos da discussão de Champignon com sua mulher, pouco antes do suicídio, eram problemas financeiros.

Durante o velório do músico, na última segunda-feira (9), a empresária de Champignon, Samantha Jesus, também afirmou que ele estava passando por problemas financeiros.

“Mas isso não seria motivo para suicídio. Nós fomos totalmente surpreendidos, ninguém esperava por isso.”

Samantha conta ainda que, apesar dos problemas financeiros, o músico estava com uma boa perspectiva profissional e com a agenda cheia de shows com a banda A Banca.

“A banda tinha contrato com a gravadora Som Livre e shows marcados até o fim do ano.”



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