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quarta, 14 de abril de 2021
sexta, 9 de novembro de 2012 - 16:10

Ministro da Justiça chama sindicatos da Polícia Federal para negociar

Policiais federais, que encerraram há um mês uma greve de 69 dias, afirmam que vão parar de novo se o governo não negociar a reestruturação das suas carreiras.

Todos os sindicatos de categorias de servidores da Polícia Federal foram convocados pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para uma reunião no próximo dia 19, às 17 horas. Também estará presente o diretor-geral da instituição, Leandro Coimbra.

Os agentes, escrivães e papiloscopistas, que somam 9 mil servidores, realizaram uma greve de 69 dias, a partir de 7 de agosto último, e ameaçam parar novamente as atividades, se não forem atendidos.

A convocação para a reunião foi feita por Marcelo Veiga, assessor do ministro, durante audiência pública da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público sobre a reestruturação das carreiras da Polícia Federal.

Durante a audiência, o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink, afirmou que as três categorias são as únicas entre as integrantes das carreiras típicas de estado que recebem salários de nível médio, apesar de terem nível superior.

Ele também afirmou que as condições de trabalho são precárias, principalmente nas regiões de fronteira.

Segundo Wink, cerca de 800 mil servidores federais de diversas áreas entraram em greve nos últimos anos, mas o governo "voltou sua ira" para os policiais federais, com uma série de represálias.

"Estamos sofrendo uma série de retaliações, repressões e perseguições. A Polícia Federal hoje sofre um assédio moral nunca visto no Brasil", disse.

O sindicalista afirmou que muitos gestores da Polícia Federal têm dificuldade de lidar com a democracia e com movimentos reivindicatórios, por isso querem colocar os policiais "de joelhos", mas não vão conseguir.

Segundo Wink, a luta da sua entidade é regular em lei as atribuições que os policiais exercem hoje.

"Portaria não cria cargo nem atribuição", disse. "É tão simples de resolver, e por que não se resolve? O Congresso não pode, pois a iniciativa é do Executivo. O Ministério do Planejamento não resolve, pois depende do Ministério da Justiça.

O ministério não resolve, porque a direção da Polícia Federal não autoriza. A direção não aceita, porque os delegados não aceitam.

Os delegados se apropriaram da Polícia Federal, ocuparam todos os cargos, mas quem faz todo o planejamento são esses agentes que estão aqui", afirmou.

O sindicalista lembrou que, no passado, os agentes já chegaram a ganhar o mesmo que delegados, "nem por isso havia problemas de hierarquia".

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O assessor Marcelo Veiga foi vaiado quando afirmou que o diretor-geral da Polícia Federal é um defensor da instituição.

Veiga negou que o governo tivesse fechado as portas para os grevistas da Polícia Federal e disse que o Ministério da Justiça quer primeiro entender quais são as reinvindicações da categoria, pois haveria uma profusão de propostas.

Quanto às reclamações sobre o trabalho nas fronteiras, ele disse que será concedido um adicional para quem trabalha nessas regiões.

"Com relação a abusos, a postura do ministro sempre foi aberta e franca. Qualquer tipo de perseguição, abuso ou assédio de servidor deverá ser devidamente apurado.

Essas questões não passarão ao largo. Sobre as perseguições, os procedimentos administrativos abertos, que foram pouquíssimos, estiveram vinculados a duas situações específicas: o uso de uniformes de forma ostensiva no movimento e o acesso a áreas restritas, principalmente de aeroportos, que foram utilizados por grevistas", disse o assessor.

O presidente da comissão, deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), disse que a comissão dá total apoio à reinvindicação de reestruturação das carreiras da Polícia Federal. Ele disse que os parâmetros de um reajuste deverão ser negociados no futuro.

De imediato, segundo ele, o governo poderá estender aos policiais federais o reajuste de 15% concedido aos demais servidores.

Para ele, a convocação para a reunião no Ministério da Justiça já representou um avanço.(Reportagem – Wilson Silveira / Agência Câmara de Notícias)

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