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terça, 19 de outubro de 2021
quarta, 12 de março de 2014 - 09:20

Mulheres vítimas da violência recebem homenagens e B.Os contra agressores contabilizam 100 por mês

Em fevereiro de 2000, Gabriela Oliveira de Castro, de 38 anos, foi atingida por quatro disparos de arma de fogo, pelo ex-marido. Os tiros acertaram pescoço, pulmão, ombro e costas. O baço e metade do fígado precisaram ser retirados. Foram seis meses de recuperação. Hoje, ela superou a violência, convenceu o ex-marido a se apresentar à polícia e se formou em Direito para ajudar outras vítimas da violência.

Gabriela foi uma das 11 mulheres homenageadas com o troféu Celina Jallad, durante a solenidade em Comemoração ao Dia Internacional da Mulher, nesta terça-feira (11/3), no plenário Deputado Júlio Maia, em Campo Grande. O evento foi proposto pelas deputadas Dione Hashioka (PSDB) e Mara Caseiro (PTdoB), 2ª e 3ª vice-presidentes da AL. “Esse troféu significa a transformação da mulher na sociedade”, afirmou Gabriela.

A deputada Dione contou que pesquisas apontam que o preconceito de gênero se mostra muito presente ainda e destacou a coragem dessas mulheres homenageadas.

Já Mara Caseiro lembrou que “mesmo com toda a modernidade, esse crime tosco e cruel [agressão física] ainda atinge mulheres” por conta “da cultura machista que ainda impera em nosso país”. “Há um ‘câncer’ que impede a mulher de desenvolver todo o seu potencial e que corrói a sociedade como um todo, que é a violência em todas as formas, seja física ou psicológica”, afirmou a deputada.

Em janeiro deste ano, quatro mulheres foram assassinadas pelos maridos ou ex-companheiros em Campo Grande. No ano passado, 312 homens foram presos na Capital por crimes contra a mulher, como estupro, violência doméstica, lesão corporal e homicídio.

Segundo a Deam (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher), foram registrados 5.640 boletins de ocorrências em 2013 e 3.022 inquéritos foram relatados e encaminhados ao Ministério Público Estadual.

Em outros 839 casos, a vítima não quis dar encaminhamento ao caso. Ou seja, ao fim do prazo de seis meses, não foi feita representação contra o acusado. Também em 2013, a delegacia registrou 72 estupros e seis homicídios.

No ano passado, a média era de 70 boletins de ocorrência por dia. No começo de 2014, a violência contra a mulher aumentou. Agora, a média é de 100 registros diários.

Segundo informações da ONU (Organização das Nações Unidas), a forma mais comum de violência contra as mulheres em todo o mundo é a violência física, em que elas são surradas, forçadas a manter relações sexuais ou abusadas de outro modo.

A subsecretária da Mulher e da Promoção da Cidadania do Estado de Mato Grosso do Sul, Tai Losch, ficou emocionada com o evento e destacou a coragem das mulheres para superar a violência.

Secretária adjunta de Estado de Educação, Cheila Vendrame afirmou que a mudança na cultura machista ocorrerá “no chão da escola”. “Vamos trabalhar a solidariedade e o respeito, acabando com o ciclo de violência”, declarou. “É por meio da educação que vamos mudar essa realidade”.

Além de Gabriela, foram homenageadas: Ana Cristina Esselin, Ellen Auxiliadora de Barros, Cleide Morais de Assis, Vania Maria da Silva, Lucimara Aparecida da Silva, Zenita da Silva Alves, Dirce de Campos Padilha, Tereza de Souza Franco Miranda, Cleide da Silva Santos e Berenice da Silva.
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