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bataguassu
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terça, 19 de março de 2013 - 09:10

Papa Francisco celebra missa que dá início ao seu pontificado

O Papa Francisco pediu nesta terça-feira aos dirigentes do mundo para não permitir que “os sinais de destruição” guiem o mundo, na homilia da missa de inauguração de seu pontificado na Praça de São Pedro do Vaticano. Francisco também ressaltou que o poder do pontífice é o serviço aos outros, “especialmente aos mais pobres, aos mais frágeis, aos menores, ao faminto, ao sedento, ao forasteiro, ao desnudo, ao doente e ao preso”.

“Não deixemos que os sinais de destruição e de morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”, disse o Papa a “todos os que ocupam postos de responsabilidade nos âmbitos econômico, político e social”, diante de vários chefes de Estado e de Governo. “Sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo”, disse Francisco.

Francisco pediu ainda que todos mantenham a esperança, mesmo nos momentos mais difíceis. Citou várias passagens bíblicas e mencionou repetidas vezes a palavra responsabilidade.

Pelo menos 132 países enviaram delegações. A presidenta Dilma Rousseff participou da missa acompanhada por uma comitiva de ministros e assessores. Também estavam presentes 32 líderes de distintas religiões, segundo o Vaticano.

Francisco manteve o tom de suas falas anteriores e reiterou que sua visão do Papado que coloca suas funções a serviço dos mais pobres. ”Certamente, Jesus Cristo deu um poder a Pedro, mas de que poder se trata? Nunca esqueçamos que o verdadeiro poder é servir, e que também o papa, para exercer este poder, deve entrar cada vez mais nesse serviço que tem seu auge luminoso na cruz. Deve pôr seus olhos no serviço humilde, concreto, rico de fé”, afirmou o papa na homilia da missa de início de pontificado.

Não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo

Papa Francisco

O jesuíta acrescentou que o papa deve abrir os braços para guardar todo o povo de Deus e acolher com afeto e ternura toda a humanidade, “especialmente os mais pobres, os mais fracos, os menores. Estes aos quais Mateus descreve no juízo final sobre a caridade: ao faminto, ao sedento, ao forasteiro, ao desnudo, ao doente, ao prisioneiro”.

O Papa reiterou ainda que há sentimentos, como o ódio, a inveja e o orgulho, que “sujam a vida”. “Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida. Guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas intenções e as más: aquelas que edificam e as que destroem”.

Solenidade
A solene missa de início do pontificado de Francisco começou no interior da Basílica de São Pedro, onde o novo pontífice entrou para orar perante o túmulo do fundador da Igreja Católica. Francisco desceu à cripta da Basílica de São Pedro para rezar junto com os patriarcas e os arcebispos maiores das igrejas católicas orientais presentes à missa. O novo pontífice se ajoelhou perante o túmulo e orou por alguns minutos, antes de espalhar o incenso.

Dois diáconos levaram ao túmulo de São Pedro o pálio e o anel do Pescador, símbolos do poder pontifício, que serão levados à praça. Enquanto isso, os cardeais esperaram ao redor do Altar da Confissão, no centro da Basílica de São Pedro, sob o qual se encontra o túmulo de Pedro.

Após a oração, o Papa, os patriarcas e arcebispos maiores das igrejas orientais e os cardeais sairam em procissão até o altar da Praça de São Pedro, onde teve então início a missa inaugural do papa Francisco.

Durante a missa, ele recebeu o pálio e o anel do Pescador, símbolos do Pontificado. O pálio é uma estola confeccionada com lã de cordeiro que simboliza o pastor que cuida das suas ovelhas. Ele mede 2,60 metros de comprimento e 11 centímetros de largura.

O anel do Pescador, em prata dourada, leva uma imagem de Pedro com as chaves e jogando as redes para pescar. Francisco o usará até sua morte ou renúncia, quando o camerlengo irá retirá-lo antes de amassar ou anular a fim de que ninguém possa usá-lo e também para simbolizar o final do pontificado.

Depois aconteceu o rito da obediência. Seis cardeais – dois da ordem dos bispos, dois da dos presbíteros e dois da dos diáconos – em nome dos 207 que formam o Colégio Cardinalício demonstraram obediência ao novo papa.


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