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segunda, 26 de julho de 2021
sexta, 19 de junho de 2015 - 17:50

Prisão de presidentes da Odebrecht e Gutierrez afeta economia, diz Cunha

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta sexta-feira (19) considerar que a prisão dos presidentes das construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez terá impacto negativo na economia brasileira. As prisões fazem parte da 14ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. “É um processo longo que está ocorrendo no país de um escândalo na maior empresa do país. Obviamente que isso vai ter reflexo na economia. Não há dúvida nenhuma que isso vai impactar. Agora, pode até ser uma oportunidade de discutir a forma como as empresas estão se comportando nesse processo”, afirmou Eduardo Cunha ao ser perguntado se a prisão dos executivos das maiores construtoras do Brasil é “preocupante”. No total, a Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira 9 mandados de prisão, 38 de busca e apreensão e 9 de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht, foi detido em sua casa, em São Paulo. Não há prazo para a revogação da prisão. Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, também foi preso em São Paulo e não há prazo para a liberação. Segundo a PF, os executivos são suspeitos de crime de formação de cartel, fraude em licitações, corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. "Cada um deles, em sua medida, teve uma participação, uma contribuição para que esses crimes fossem realizados", disse o delegado Igor Romário de Paula em entrevista coletiva. Em nota, Odebrecht disse que a ação policial é desnecessária porque a empresa e seus executivos sempre estiveram à disposição para esclarecimentos. A Andrade Gutierrez negou relação com os fatos investigados na Lava Jato. Nesta fase da Operação Lava Jato, a Polícia Federal analisou contratos da Andrade Gutierrez com a Petrobras que somam R$ 9 bilhões e da Odebrecht com a estatal no valor de R$ 17 bilhões. Considerando a informação de delatores de que a propina equivaleria a 3% dos contratos, a PF estima que o esquema tenha movimentado R$ 210 milhões da Andrade e R$ 510 milhões da Odebrecht. Mas estes não são valores finais ou totais.
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