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quinta, 06 de maio de 2021
quinta, 24 de maio de 2018 - 16:00

Procon flagra gasolina a R$ 4,89 e donos de postos param na delegacia

Superintendente do órgão orienta o consumidor a denunciar os preços abusivos

Donos de dois postos de combustíveis localizados no Bairro Amambaí e Centenário foram autuados pelo Procon (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor) na manhã desta quinta-feira (24) e prestam esclarecimentos na Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo). O motivo foi a alteração do preço da gasolina comum de R$ 4,09 para R$ 4,89 num mesmo dia.

A instabilidade no preço assim como o receio de tanques vazios nos próximos dias continua gerando filas e lotando postos da Capital. No entanto, o superintendente do Procon-MS, Marcelo Salomão, afirmou ao Campo Grande News que força-tarefa foi montada para fiscalizar preços durante todo o dia em Campo Grande. O órgão recebeu mais de 16 denúncias.

“Já estamos fiscalizamos e um dos postos localizados no bairro Amambai já foi autuado. O dono prestou esclarecimentos na delegacia pela cobrança ter passado de R$ 4,09 para R$ 4,89. Montamos uma força-tarefa porque se os donos tivessem comprado combustível mais caro até se justificaria, mas ele está vendendo mais caro o combustível que já estava no estoque", explica.

É preciso denunciar - Salomão orienta que o consumidor denuncie os preços abusivos e de preferência guarde o comprovante de pagamento. 

O presidente da Cooperativa dos Motoristas de Mobilidade Urbana, Emilson de Souza, pontuou que os motoristas também estão sendo orientados a informar o Procon. "Quando encontrar preços acima de R$ 4,30 o motorista tem de abastacer, pegar a nota fiscal e formalizar a denúncia", disse.

Apesar da autuação do Procon pela prática de preço abusivo, na delegacia, a tipificação do crime ainda é analisada.

Manifestação - No quarto dia consecutivo, a greve dos caminhoneiros contra o aumento dos combustíveis provoca transtornos em vários setores. Postos enfrentam desabastecimento, o Ceasa (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) tem falta de produtos, o Consórcio Guaicurus negocia com a Agetran (Agência Municipal de Trânsito) uma eventual redução na oferta de linhas do transporte coletivo e o aeroporto tem querosene até sábado (26).

Encomendas dos Correios devem ter prazos de entrega ampliados devido a paralisação que provocou 41 pontos de bloqueio nas estradas federais do Estado, onde só passam carros de passeio, ônibus e ambulâncias. Já os motoristas de caminhões e carretas são "estimulados" a parar. As cargas perecíveis, como apurado pelo Campo Grande News, tem ficado retidas, enquanto as com animais são liberadas durante os bloqueios.

Caminhoneiros querem a redução da carga tributária sobre o diesel. Reivindicam a zeragem da alíquota de PIS/Pasep e Cofins, além de isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. A carga tributária menor daria fôlego ao setor, impactado em 42% pelo custo do diesel.



Fonte: Campo Grande News
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