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domingo, 13 de junho de 2021
quinta, 8 de novembro de 2012 - 10:53

Salário mínimo mais alto depende da produtividade

Para suprir as despesas básicas do trabalhador brasileiro e sua família, o salário mínimo necessário deveria ter sido de R$ 2.616,14 em setembro de 2012, cerca de quatro vezes o valor vigente, de R$ 622. A estimativa, que consta na Pesquisa Nacional da Cesta Básica divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) no início de outubro, é calculada mensalmente pelo órgão com base no mais alto valor da cesta no período, registrada em Porto Alegre, e considera os gastos familiares mínimos para cobrir necessidades previstas em lei, como alimentação, moradia e saúde.

As estatísticas do Dieese mostram também que a cifra apresenta uma escalada contínua desde janeiro, quando foi avaliada em R$ 2.398,82.Apesar das previsões de que o salário mínimo continue subindo no futuro - o Ministério do Planejamento já propôs o valor de R$ 670,95 para o ano que vem -, a discrepância em relação à cifra ideal estimada pelas pesquisas não deve ser eliminada a curto prazo no País.

"O salário mínimo está em R$ 622 e, mesmo subindo, permanece abaixo de R$ 1 mil porque a produtividade média do trabalhador brasileiro é muito inferior à de outros países", explica Reginaldo Nogueira, professor de Economia do Ibmec.

Segundo dados da associação americana The Conference Board, a produtividade média do brasileiro corresponde a apenas 20% da apresentada por um trabalhador americano e também fica atrás de vizinhos como a Argentina e o Uruguai. Cabe lembrar que a variável não está incluída no cálculo realizado pelo Dieese para estabelecer o valor ideal. Produzindo menos por hora, é imperativo que os salários também sejam reduzidos para que as empresas possam manter a competitividade de seus produtos frente aos estrangeiros.

Hoje, a fixação de um salário mínimo quatro vezes maior exigiria o aumento proporcional da produção gerada atualmente - o que, segundo Nogueira, causaria o aumento da inflação, da informalidade nas contratações laborais e da taxa de desemprego. "Existe uma série de fatores que tornam muito difícil o aumento expressivo do salário mínimo. O acúmulo de efeitos negativos seria forte demais", diz o professor. No entanto, esse projeto de longo prazo para a economia brasileira depende fundamentalmente da discussão sobre qual seria a produtividade média desejada e quais medidas são necessárias para alçá-la ao patamar ideal para as empresas e os trabalhadores.

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