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bataguassu
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terça, 19 de março de 2013 - 17:20

Saúde na Escola: Pais devem ouvir filhos na hora da escolha do tipo de óculos

Ao contrário do que podem pensar os adultos, criança e óculos podem ser uma boa dupla. Elas se adaptam rapidamente ao equipamento, até porque enxergam melhor.

O oftalmologista Marco Rey Faria, presidente do Conselho Federal de Oftalmologia (CBO), diz que os mais preocupados são os pais, que temem a rejeição dos filhos aos óculos, além de serem vítimas de piadas entre os colegas de escola.

Faria explica que quando a criança tem uma deficiência e passa a ver tudo nítido, ela não quer tirá-los. “Um certo desconforto pode ocorrer nos primeiros dias. É normal.

Depois da adaptação, algumas crianças não querem tirar nem para tomar banho”, afirma o oftalmologista. Enzo Matheus, de 9 anos, até dorme com os seus.

Portador de quatro graus de hipermetropia no olho esquerdo e dois graus de miopia no olho direito, o garoto usa óculos desde 2011. Hoje, no sétimo ano, participa das aulas sem nenhum problema.

Apesar da pouca idade, ele cuida muito bem dos óculos. A mãe dele, Sueli Bastos Mendes, conta que o menino lava os óculos todos os dias e o enxuga com um pano especial, seguindo as recomendações do médico. “Cuidadoso, os guarda em uma caixinha.

As lentes são especiais: elas não arranham. Assim, eu fico despreocupada, pois tenho certeza de que ele pode brincar a vontade, sem danificar os óculos”, conta Sueli, que trabalha na Secretária de Vigilância a em saúde (SVS).

Segundo o presidente do CBO, não há uma idade mínima para o uso de lentes corretivas, mas o mais comum é a indicação de óculos a partir dos dois anos, caso seja um problema de refração grave.

Ele explica que a maioria dos distúrbios como miopia, hipermetropia e astigmatismo são descobertos na idade escolar, quando há necessidade de maior nível de leitura.

Sueli, por exemplo, levava Enzo ao oftalmologista, mas a hipermetropia só foi diagnosticada quando o garoto tinha sete anos.

Com o distúrbio diagnosticado, Faria aconselha consultas oftalmológicas anuais para observar possíveis variações de graus.

E da uma dica importante: “Os pais devem orientar na hora da escolha da armação, específica para cada tipo de refração.

Porém, a criança deve ser ouvida também. Afinal, é ela que irá usar os óculos”, afirma Faria.

Olhar Brasil
A estratégia do Programa Saúde na Escola (PSE) para 2013 tem duas vertentes: controle da obesidade e detecção precoce de distúrbios refrativos de visão em crianças em idade escolar.

Após as avaliações feitas durante semana, as visitas dos profissionais de saúde permanecem ao longo do ano letivo para acompanhamento.

A assistência oftalmológica infantil faz parte do Projeto Olhar Brasil, desenvolvido pelos ministérios da Saúde e da Educação, em parceria com instituições como o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

O objetivo é o de oferecer tratamento oftalmológico integral, ampliar a capacidade instalada de atendimento no País, além de reajustar valores de procedimentos na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Olhar Brasil prevê a ampliação do atendimento de jovens e adultos matriculados na rede pública e inseridos nos programas Saúde na Escola (PSE) e Brasil Alfabetizado (PBA). (Maria Vitória / Ministério da Saúde)
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