Entrevista com Lília Cabral


Mimos e mais mimos para Giulia, a bela filha da atriz que interpreta uma mãezona em Viver a Vida, mas não descuida na vida real do horário de dormir, das tarefas de escola e do sagrado café da manhã juntas, às 6h!

A vida não está fácil para Lília Cabral, 52 anos. Muita correria, muitas gravações na reta final de Viver a Vida. O estresse é tanto que está tendo de tomar um ''relaxantezinho'' para finalmente conseguir dormir.

Mas são poucas horas de sono, pois ela não abre mão de acordar às 6h para tomar café da manhã com a filha querida, Giulia, 13. Outro dia, Lília se desdobrou para acompanhá-la na compra do primeiro par de sapatos altos. ''Ela tem 1,67 metro, se comprasse um de 10,5, igual todas as amigas, os meninos, que são todos pequenos, não iriam dançar com ela (risos). Então ela escolheu um mais baixo, mas ficou um mulherão!'', diz Lília.

Tudo muito simples e comum, mas ninguém disse que a arte de ser mãe teria de ser algo complexo. ''Apesar de todo cansaço, não abandono minha filha. Não deixo de fazer o que deve ser feito. Todo dia tomamos café da manhã e à noite, quando chego, assistimos à novela juntas de novo'', contou a atriz, que também é mãezona na tela, na pele da personagem Tereza. Lília enche Giulia de mimos, claro, mas diz no papo exclusivo com CONTIGO! que sempre haverá regras, como um simples horário para dormir. ''Ser mãe na novela é mais fácil, já tem script. Na vida real é difícil'', brincou.

Acompanhe o papo e os momentos em que mãe e filha são mais unidas e felizes: em casa.

Sente-se culpada por não conseguir conciliar maternidade e trabalho? 

Muitas vezes dá uma culpa de estar trabalhando demais e não ter tempo para nada. Meu marido (Iwan Figueiredo, 61) falou que já estou há um ano sem ir ao cinema. Dá culpa. Minha filha olha para mim e fala: ''Mas amanhã você vai comigo comprar um sapato?'' Deus ajuda e às vezes consigo. Ainda bem que tenho a compreensão do meu marido e da minha filha, senão ia me desfazer.

O que dá tempo de fazer com a filha? 

Apesar de tudo, não abandono minha filha, não deixo ninguém cuidar por mim e faço absolutamente tudo o que tem de ser feito. Estou sempre antenada. Acordo às 6h da manhã, vou lá acordála e tomamos café juntas. Todos os dias. Ela sai do colégio ao meio-dia e me liga, eu já estou na Globo me arrumando, mas não deixamos de nos falar para ela me contar como foi o dia até ali. Qualquer coisa que ela queira fazer ela me liga, nem que seja para tomar um banho de piscina antes do almoço. 

Ela tem regras em casa? Só faz o que você deixa? 

A regra é chegar em casa, lavar as mãos, almoçar e fazer o dever. Desde que começou a escrever o nome dela é assim. Essa é a obrigação. Acabou o dever, ela vai tomar banho e se organizar para as atividades que faz à tarde. Ela tem aula de inglês, balé e violão. Quando é semana de teste ou de prova, organizo o que ela tem de estudar durante a semana. Tem regras e sempre terá, mas não preciso mais dizer para ela que tem de estudar ou tomar banho, por exemplo. E a hora de dormir é às 21h30. Agora é que deixo um pouquinho mais para ela ver a novela, mas vai dormir às 22h10 (risos).

Você nunca foi de mimar? 

Ela é bem mimada. No afeto, nos presentes... Lógico que, se vejo alguma coisa bonitinha, eu levo para ela, mas nada exorbitante. Tem de aprender a dar valor às coisas, aprender que as coisas não caem do céu.

E ela está muito vaidosa? 

Ela usa gloss, um rímel transparente na sobrancelha, e agora está com a história de fazer unha. Eu deixo, mas não pode tirar cutícula. E está com mania de pegar meus pijamas. É engraçado. Sapato ainda não serve, ainda bem. Não sei por que adora meu pijama. Fica grande nela, aí fica chique. Fico com raiva porque tem coisas que desbeiçam (risos)...

O que vocês mais gostam de fazer juntas? 

A gente gosta de almoçar no Braseiro, no Baixo Gávea, por exemplo. Quando dá, eu a pego na escola, e a gente mata uma picanha com batatinha, arroz e feijão. A gente gosta de coisas simples, como bater perna em Ipanema. Ela adora uma livraria e gosta de umas comprinhas também, o que é normal. Quando a gente vai para Nova York, ela vai aos museus com a gente. Antes, passava rápido por tudo, agora já para e olha.

Giulia está sendo uma adolescente comportada? 

Ainda não percebi muito a adolescente. Ainda está uma misturada de criança com pré-adolescente. Ela foi na primeira festa de 15 anos nesta sexta-feira (30).

Ela já teve alguma paquerinha? 

Isso ela não fala. Mas deve ter, né? Mas isso para ela ainda é segredo. E eu não entro na intimidade. Não contava isso para minha mãe. Acho importante ela ter amiga para contar. A mãe não precisa saber de tudo. Até o ano passado ela fazia análise. Para mim, ela se abre muito, mas tem coisas que a gente, como mãe ou pai, tem sempre uma tendência a proteger. E é errado. Ela precisa enfrentar as frustrações.

Giulia já se rebelou alguma vez? 

Nunca aconteceu nenhuma situação em que ela tenha feito alguma coisa às escondidas, mas um dia vai acontecer, eu sei. Eu fiz, todo mundo fez, mas não fui má filha, não fui porra-louca. Um dia, ela vai fazer alguma coisa impetuosa. Deixa acontecer, deixa eu sofrer mais tarde. Meu marido fala que peru é que morre de véspera (risos).

Já passou por alguma situação embaraçosa quando ela pergunta sobre sexo? 

Ela pergunta, e a gente já conversou, mas ainda não teve situação embaraçosa alguma. A escola em que ela estuda é muito bem colocada, eles têm uma orientação sexual na aula de ciências. Se ela tem dificuldade, ela pergunta. Vai continuar tendo regra mais pra frente. Acho que a gente tem de ser generoso e severo ao mesmo tempo. O lado severo não é ruim, é o limite. Uma hora ela vai ter de me dar limite também (risos).

Ela ainda passa texto com você? 

Passa. E quando termina, pergunta se está falando melhor, nem está preocupada comigo (risos). Ela vai se inscrever no Tablado este ano. Não a forço a nada, mas acho que ela tem de ter uma experiência. Ela já vai sempre à gravação. É bom que ela veja o ator que tem pequeno papel.

Foi bom ter sido mãe mais velha? 

Sempre tive a certeza de que seria mãe mais velha. Tive dois abortos, mas, quando engravidei dela, sabia que era para ser. Ter uma filha de 13 anos hoje me rejuvenesce, porque de certa maneira você tem de acompanhar, fazer programas que não faria, se divertir como criança. A gente aprende coisas novas. Não que tenha de ficar jovem e se tratar por ter uma filha de 13. Mas é uma alegria. Se sou uma boa mãe? Sou excelente mãe como atriz (risos).

''Eu e minha mãe somos como irmãs''

''Oi, fofa! Vem me dar um beijo?'', gritou Lília ao ver a filha chegando em casa após a aula de balé, na terça-feira (27). A menina é um doce, mas tão tímida que ao ver a mãe dando entrevista, deu apenas um ''oi'' de longe, disse que estava suada e saiu correndo.

É a primeira vez que Giulia posa para um ensaio ao lado da mãe. Ela escolheu seu figurino e ficou à vontade. ''Antes, ela não gostava disso. Mas acho que entendeu que era uma homenagem às mães e até um presente para a gente'', resumiu a atriz. No papo abaixo, Giulia contou intimidades dessa dupla de ''irmãs''.

Sua mãe é legal? 

Ela é rígida, fica no pé para estudar, mas nem é só por estudar... Eu sei que, ao fim do ano, se eu não estudar agora, não vou entrar de férias cedo. Mas a gente conversa muito e ela é muito engraçada. A gente não para de rir.

Qual o programa que você mais gosta de fazer com ela? 

Eu gosto quando a gente vai fazer compras. Ela detesta mostrar as sacolas, coloca uma dentro da outra. Já eu adoro andar com todas (risos)! A gente sai para comprar roupas, livros...

Você se acha parecida com ela? 

Todo mundo fala que sou mais parecida com meu pai. Mas sou parecida com minha mãe no jeito de estudar, no que falo. Meu pai diz que brigamos porque somos parecidas. Não é briga, é discussão: ''Vamos nesse cinema, não nesse!'' A gente conversa, mas eu e minha mãe somos como irmãs, uma implica com a outra (risos).

Ela a influenciou a querer ser atriz? 

Não sei se vou ser atriz, mas admiro muito ela. Minha mãe acorda às 6h mesmo cansada. E não deixa de ser feliz por isso.


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Foto: Assessoria de Imprensa
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