Alexandre Borges: ''A prioridade é a minha família''
''Só porque você parece bem, não quer dizer que esteja se sentindo bem'', dizia Elvis Presley, o homem que Alexandre Borges, 44 anos, gostaria de ser na vida. The King nunca chegou na idade do ator, morreu aos 42.
''Só porque você parece bem, não quer dizer que esteja se sentindo bem'', dizia Elvis Presley, o homem que Alexandre Borges, 44 anos, gostaria de ser na vida. The King nunca chegou na idade do ator, morreu aos 42.
Como você se sente, Alexandre? ''Cansado, mas muito feliz'', responde, já imerso no mundo efeminadode Jacques Leclair, seu personagem em Ti-Ti-Ti. Na vida real, a postura é do póstumo Elvis - um pouco o hollywoodiano, galã jovem de filmes água-com-açúcar, um pouco o mais maduro, dosshows extravagantes da década de 70.
Sim, Alexandre tem calça de couro no armário. Sim, também tem cintões grandões, com pedras, e o gestual roqueiro é copiado na lata mesmo. E, sim, ele rebola como o ídolo, e em salões mesmo, pois adora dançar e é filho da bailarina Rosa Borges, 69.
Como Elvis, ele afirma que jamais faria qualquer coisa para magoar sua família, rebatendo histórias que sempre aparecem de que sua relação de 17 anos com Julia Lemmertz, 47, não estaria tão bem. No papo com CONTIGO!, este romântico, 7 quilos mais magro e cabelos grisalhos mais longos, diz que aprecia seu tempo livre com a família, usa creminhos, faz limpeza de pele (quando não esquece) e usa, sim, acessório de sex shop na intimidade. Curioso?
Onde você achou esse homem tão efeminado dentro de você para fazer Jacques Leclair?
(Risos) Dener, primeiro costureiro de altacosturano Brasil, foi uma imagem que usei. Também li sobre Yves Saint Laurent. Mas não me baseei muito em ninguém, porque Jacques veio da zona leste, faz vestidos de madrinha, ele é barroco. É mais a direção do Jorge Fernando e eu procurando me soltar para mostrar essa fantasia, essa alegria que ele é, porque o próprio Jacques se confundecom sua sexualidade. Ele tem filhos, seduz as clientes, mas, quando os maridos chegam, ele assume um jeito bem gay. Aí tem horas que até ele se perde.
Você tem levado muita cantada de homem?
Por enquanto não (risos). Vamos ver o que acontece. Não sei.
Está curtindo moda agora?
Moda para mim é um depoimento pessoal, a sua apresentação. Nesse sentido eu tenho uma intuição de coisas que eu gosto, de coisas que eu acho que pessoas próximas vão gostar. Gosto de comprar roupa para as pessoas e para Julia e geralmente acerto.
É verdade que você já foi à uma festa no centro da cidade vestido de Elvis Presley?
Na verdade foi de Raul Seixas (risos). Fiquei sabendo que iam fazer um tributo ao Raul e, por coincidência, eu estava de barba na época. Aí coloquei o cabelo para trás, óculos escuros e fui (risos). Tinha outros Rauls lá. Mas eu gosto de algumas roupas assim. Sou muito fã de Elvis Presley. Tenho alguns cintos grandões, com umas pedras. Gosto de ter umas peças divertidas assim no armário.
São 15 anos de Globo, inúmeros personagens. E a tão falada superexposição?
O importante é o desafio. É você ter o feeling de fazer coisas novas. Acho que, se você apresenta um trabalho totalmente diferente do anterior, ninguém pensa em superexposição.
De tempos em tempos surge uma história de que o seu casamento está em crise. Isso o incomoda?
Não é agradável, mas não me incomoda. É uma coisa que surge e você não sabe nem por quê. É chato ter de justificar, mas faz parte. Somos duas pessoas públicas, dois atores. Não adianta ficar reclamando.
Mas existem crises?
Claro! Eu sempre disse que nosso casamento não é perfeito. Na verdade sempre lutamos contra esse rótulo, esse título, mas, ao contrário do que dizem de tempos em tempos, nunca estivemos a ponto de nos separar. Nunca saí de casa nem por uns dias. O que acontece é que trabalhamos bastante e muitas vezes trabalhamos separados. Então, às vezes, as pessoas me veem sozinho ou veem Julia sozinha em algum lugar e já imaginam coisas. As pessoas querem sempre ver o casal junto e não é assim que funciona. Somos casados, não somos grudados.
Há pouco tempo Julia contou que comprou brinquedos eróticos em uma sex shop e adorou. Vale tudo na cama?
(Risos) Acho que sim, acho que vale tudo. Mas acho que o que vale mesmo na cama é o tesão e o amor. Você não precisa de muitos aditivos se houver isso. O corpo humano tem várias possibilidades de entretenimento. Mas é divertido um brinquedinho ou outro, até a título de curiosidade mesmo. Quando pinta é bem-vindo, a gente brinca. Mas a novidade também tem uma hora que acaba. E também não dá para montar um arsenal de brinquedos eróticos em casa, né (risos)?
E como você e Julia enfrentam os boatos de traição? Uma vez, por exemplo, houve uma história envolvendo seu nome e o de Deborah Secco.
Passamos por tudo isso com muita tranquilidade. É o famoso ''quando você não deve não teme''. E, quando você não teme, pode ser supersincero, falar exatamente o que rolou. E aquilo, por exemplo, com Deborah, foi uma brincadeira. Fazíamos uma cena de um casal e rolou algum comentário de brincadeira. Quem ouviu foi passando para os outros e virou um boato. Mas, como não tinha nada para esconder, foi supertranquilo.
E se você descobrisse que foi traído? Como reagiria?
Isso é uma coisa complicada, porque tem o elemento surpresa. E também se comete tanta violência em nome da traição. Tantas mortes de mulheres e coisas assim horríveis. É claro que é um tema delicado. Só acho que, acima de tudo, é preciso ter calma. É difícil dizer, mas para a continuidade do meu casamento acho que só se fosse uma coisa que aconteceu e que ela me contou e que já acabou. E aí você entra naquela de ver se o amor supera isso.
Os filhos de vocês, Luisa e Miguel, não ficam envergonhados por vocês falarem sobre sexo?
Nunca aconteceu. Até porque um casal comprar alguma coisa em uma sex shop é saudável. Não tem por que ter vergonha. Claro que não é um assunto infantil. Luisa já tem 22 anos, mas Miguel só tem 10 anos. Não vamos conversar sobre isso com ele, mas se ele souber não vejo nada demais.
Vocês conversam com ele sobre sexo?
Até hoje Miguel só perguntou coisas do nascimento mesmo. Apenas explicamos que somos um casal, que se ama etc. Não teve nada de cegonha e sementinha porque em 2010 não dá mais para ser assim. Ele também já perguntou sobre aids. Explicamos como ocorre e aí você aproveita e fala um pouco de relacionamento sexual e explica oque é camisinha. Mas ainda é um papo muito leve. Não temos de esconder nada da criança, até porque, se você não responde, ele vai perguntar para outra pessoa. Educar para mim passa muito pela sinceridade.
Como você se divide em tantos: ator, marido, pai, atleta?
Tem de rebolar mesmo. Se eu tiver de cortar alguma coisa, corto o exercício. Essa correria para lá e para cá, ainda mais agora, no início de novela, toma muito meu tempo. E eu preciso de tempo com minha família. É a minha prioridade.
Você mudou bastante, fisicamente, para esse trabalho. Está pesando quanto?
Eu estou com 77 quilos e tenho 1,82 metro. Emagreci fazendo o que sempre faço, corrida, caminhada e agora vou retomar o caratê. O que ajudou também foi que estava de férias. Em casa eu como melhor, paro de comer aquelas bobagens de rua. E, quando recebi o convite para esse papel e fiz os testes de roupa, vi que ficava melhor me manter assim.
Como é sua dieta?
É comidinha de casa mesmo. Mais saladas, arroz integral, mais legumes, menos aquelas baixarias mesmo. Como de tudo, só estou comendo melhor.
Você se cuida dentro do normal?
Ah, sim. Você tem de se cuidar e a profissão de ator também trouxe isso para mim. Faço questão de adotar os cuidados básicos. Uma limpeza de pele, uma limpeza nos dentes, procuro roupas legais que eu curta, uso alguns creminhos de vez em quando (risos). Mas confesso que sou meio indisciplinado, esqueço de usar em todos os dias. E não sou muito exagerado, não, com a vaidade.
Estilo Borges de ser...
Manias, inspirações e aspirações, basta algumas perguntas pontuais para Alexandre Borges mostrar um pouco mais o que é - ou gostaria de ser. Acompanhe...
Quem gostaria de ser se não fosse você - Elvis Presley
Número de sapato - 42 (Elvis usava 43)
Estilo - Sou básico, mas tenho algumas peças com uma pegada meio rock, meio Jim Morrison
O que é ser sexy - É deixar sua libido agir
Do que mais gosta de fazer quando não está trabalhando - Ficar com minha família
Maior qualidade - Humildade
Maior defeito - Ansiedade
O que mais admira em uma mulher - A ternura
E em um homem - O companheirismo
Cor preferida - Azul
Uma fruta - Morango
Prato preferido - Vatapá
Música - Rock
Local preferido para namorar - Sofá da sala
Lugar mais estranho no qual já fez sexo - No carro
Mania - Planejar viagens
Vício - Chocolate
O que você emprestou seu para o Jacques Leclair - Os anéis
Motivo de orgulho - Ser ator
Como você se sente, Alexandre? ''Cansado, mas muito feliz'', responde, já imerso no mundo efeminadode Jacques Leclair, seu personagem em Ti-Ti-Ti. Na vida real, a postura é do póstumo Elvis - um pouco o hollywoodiano, galã jovem de filmes água-com-açúcar, um pouco o mais maduro, dosshows extravagantes da década de 70.
Sim, Alexandre tem calça de couro no armário. Sim, também tem cintões grandões, com pedras, e o gestual roqueiro é copiado na lata mesmo. E, sim, ele rebola como o ídolo, e em salões mesmo, pois adora dançar e é filho da bailarina Rosa Borges, 69.
Como Elvis, ele afirma que jamais faria qualquer coisa para magoar sua família, rebatendo histórias que sempre aparecem de que sua relação de 17 anos com Julia Lemmertz, 47, não estaria tão bem. No papo com CONTIGO!, este romântico, 7 quilos mais magro e cabelos grisalhos mais longos, diz que aprecia seu tempo livre com a família, usa creminhos, faz limpeza de pele (quando não esquece) e usa, sim, acessório de sex shop na intimidade. Curioso?
Onde você achou esse homem tão efeminado dentro de você para fazer Jacques Leclair?
(Risos) Dener, primeiro costureiro de altacosturano Brasil, foi uma imagem que usei. Também li sobre Yves Saint Laurent. Mas não me baseei muito em ninguém, porque Jacques veio da zona leste, faz vestidos de madrinha, ele é barroco. É mais a direção do Jorge Fernando e eu procurando me soltar para mostrar essa fantasia, essa alegria que ele é, porque o próprio Jacques se confundecom sua sexualidade. Ele tem filhos, seduz as clientes, mas, quando os maridos chegam, ele assume um jeito bem gay. Aí tem horas que até ele se perde.
Você tem levado muita cantada de homem?
Por enquanto não (risos). Vamos ver o que acontece. Não sei.
Está curtindo moda agora?
Moda para mim é um depoimento pessoal, a sua apresentação. Nesse sentido eu tenho uma intuição de coisas que eu gosto, de coisas que eu acho que pessoas próximas vão gostar. Gosto de comprar roupa para as pessoas e para Julia e geralmente acerto.
É verdade que você já foi à uma festa no centro da cidade vestido de Elvis Presley?
Na verdade foi de Raul Seixas (risos). Fiquei sabendo que iam fazer um tributo ao Raul e, por coincidência, eu estava de barba na época. Aí coloquei o cabelo para trás, óculos escuros e fui (risos). Tinha outros Rauls lá. Mas eu gosto de algumas roupas assim. Sou muito fã de Elvis Presley. Tenho alguns cintos grandões, com umas pedras. Gosto de ter umas peças divertidas assim no armário.
São 15 anos de Globo, inúmeros personagens. E a tão falada superexposição?
O importante é o desafio. É você ter o feeling de fazer coisas novas. Acho que, se você apresenta um trabalho totalmente diferente do anterior, ninguém pensa em superexposição.
De tempos em tempos surge uma história de que o seu casamento está em crise. Isso o incomoda?
Não é agradável, mas não me incomoda. É uma coisa que surge e você não sabe nem por quê. É chato ter de justificar, mas faz parte. Somos duas pessoas públicas, dois atores. Não adianta ficar reclamando.
Mas existem crises?
Claro! Eu sempre disse que nosso casamento não é perfeito. Na verdade sempre lutamos contra esse rótulo, esse título, mas, ao contrário do que dizem de tempos em tempos, nunca estivemos a ponto de nos separar. Nunca saí de casa nem por uns dias. O que acontece é que trabalhamos bastante e muitas vezes trabalhamos separados. Então, às vezes, as pessoas me veem sozinho ou veem Julia sozinha em algum lugar e já imaginam coisas. As pessoas querem sempre ver o casal junto e não é assim que funciona. Somos casados, não somos grudados.
Há pouco tempo Julia contou que comprou brinquedos eróticos em uma sex shop e adorou. Vale tudo na cama?
(Risos) Acho que sim, acho que vale tudo. Mas acho que o que vale mesmo na cama é o tesão e o amor. Você não precisa de muitos aditivos se houver isso. O corpo humano tem várias possibilidades de entretenimento. Mas é divertido um brinquedinho ou outro, até a título de curiosidade mesmo. Quando pinta é bem-vindo, a gente brinca. Mas a novidade também tem uma hora que acaba. E também não dá para montar um arsenal de brinquedos eróticos em casa, né (risos)?
E como você e Julia enfrentam os boatos de traição? Uma vez, por exemplo, houve uma história envolvendo seu nome e o de Deborah Secco.
Passamos por tudo isso com muita tranquilidade. É o famoso ''quando você não deve não teme''. E, quando você não teme, pode ser supersincero, falar exatamente o que rolou. E aquilo, por exemplo, com Deborah, foi uma brincadeira. Fazíamos uma cena de um casal e rolou algum comentário de brincadeira. Quem ouviu foi passando para os outros e virou um boato. Mas, como não tinha nada para esconder, foi supertranquilo.
E se você descobrisse que foi traído? Como reagiria?
Isso é uma coisa complicada, porque tem o elemento surpresa. E também se comete tanta violência em nome da traição. Tantas mortes de mulheres e coisas assim horríveis. É claro que é um tema delicado. Só acho que, acima de tudo, é preciso ter calma. É difícil dizer, mas para a continuidade do meu casamento acho que só se fosse uma coisa que aconteceu e que ela me contou e que já acabou. E aí você entra naquela de ver se o amor supera isso.
Os filhos de vocês, Luisa e Miguel, não ficam envergonhados por vocês falarem sobre sexo?
Nunca aconteceu. Até porque um casal comprar alguma coisa em uma sex shop é saudável. Não tem por que ter vergonha. Claro que não é um assunto infantil. Luisa já tem 22 anos, mas Miguel só tem 10 anos. Não vamos conversar sobre isso com ele, mas se ele souber não vejo nada demais.
Vocês conversam com ele sobre sexo?
Até hoje Miguel só perguntou coisas do nascimento mesmo. Apenas explicamos que somos um casal, que se ama etc. Não teve nada de cegonha e sementinha porque em 2010 não dá mais para ser assim. Ele também já perguntou sobre aids. Explicamos como ocorre e aí você aproveita e fala um pouco de relacionamento sexual e explica oque é camisinha. Mas ainda é um papo muito leve. Não temos de esconder nada da criança, até porque, se você não responde, ele vai perguntar para outra pessoa. Educar para mim passa muito pela sinceridade.
Como você se divide em tantos: ator, marido, pai, atleta?
Tem de rebolar mesmo. Se eu tiver de cortar alguma coisa, corto o exercício. Essa correria para lá e para cá, ainda mais agora, no início de novela, toma muito meu tempo. E eu preciso de tempo com minha família. É a minha prioridade.
Você mudou bastante, fisicamente, para esse trabalho. Está pesando quanto?
Eu estou com 77 quilos e tenho 1,82 metro. Emagreci fazendo o que sempre faço, corrida, caminhada e agora vou retomar o caratê. O que ajudou também foi que estava de férias. Em casa eu como melhor, paro de comer aquelas bobagens de rua. E, quando recebi o convite para esse papel e fiz os testes de roupa, vi que ficava melhor me manter assim.
Como é sua dieta?
É comidinha de casa mesmo. Mais saladas, arroz integral, mais legumes, menos aquelas baixarias mesmo. Como de tudo, só estou comendo melhor.
Você se cuida dentro do normal?
Ah, sim. Você tem de se cuidar e a profissão de ator também trouxe isso para mim. Faço questão de adotar os cuidados básicos. Uma limpeza de pele, uma limpeza nos dentes, procuro roupas legais que eu curta, uso alguns creminhos de vez em quando (risos). Mas confesso que sou meio indisciplinado, esqueço de usar em todos os dias. E não sou muito exagerado, não, com a vaidade.
Estilo Borges de ser...
Manias, inspirações e aspirações, basta algumas perguntas pontuais para Alexandre Borges mostrar um pouco mais o que é - ou gostaria de ser. Acompanhe...
Quem gostaria de ser se não fosse você - Elvis Presley
Número de sapato - 42 (Elvis usava 43)
Estilo - Sou básico, mas tenho algumas peças com uma pegada meio rock, meio Jim Morrison
O que é ser sexy - É deixar sua libido agir
Do que mais gosta de fazer quando não está trabalhando - Ficar com minha família
Maior qualidade - Humildade
Maior defeito - Ansiedade
O que mais admira em uma mulher - A ternura
E em um homem - O companheirismo
Cor preferida - Azul
Uma fruta - Morango
Prato preferido - Vatapá
Música - Rock
Local preferido para namorar - Sofá da sala
Lugar mais estranho no qual já fez sexo - No carro
Mania - Planejar viagens
Vício - Chocolate
O que você emprestou seu para o Jacques Leclair - Os anéis
Motivo de orgulho - Ser ator
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