Entrevista com Preta Gil
A música estava no sangue e embalou todos os momentos de sua vida. Filha de um dos poetas da MPB, Gilberto Gil, Preta Gil bem que tentou fugir, mas largou os 12 anos de carreira publicitária para encontrar a felicidade nos palcos da vida.
A música estava no sangue e embalou todos os momentos de sua vida. Filha de um dos poetas da MPB, Gilberto Gil, Preta Gil bem que tentou fugir, mas largou os 12 anos de carreira publicitária para encontrar a felicidade nos palcos da vida. Hoje, após muita exposição na mídia por conta de uma vida polêmica, ela conquistou o sucesso na música, ou melhor, na sua Noite Preta. Após três anos de apresentações leves, divertidas e com um repertório de agrada gregos e troianos, a multi mulher coroa a data com o lançamento do CD e DVD Noite Preta, gravado na boate The Week, no Rio de Janeiro. Além de soltar a voz para fãs e amigos, ela ainda tem tempo de ser apresentadora e mãe. Preta apresenta o Vai e Vem, na GNT, programa de entrevistas que aborda temas quentes da intimidade de convidados famosos. Mas se engana quem pensa que Preta Gil é sempre liberal. Em um bate-papo com a Contigo!, ela revelou que além de tímida e cheia de pudores quando o assunto é sexo, educa o filho, Francisco (15), que é fruto da união de cinco anos com o ator Otávio Müller, com rédeas bem curtas.
Após três anos do Noite Preta, o que antes era algo íntimo e para amigos, virou sucesso no Brasil. Você esperava um estouro tão rápido?
Na verdade, quando eu montei o show, claro que foi pensando na evolução da minha carreira como cantora, mas queria ir conhecendo o meu publico devagar para apresentar algo que agradasse todas as tribos que gostam de mim. Quando era mais jovem, sequer pensava em uma vida nos palcos, tanto que trabalhei como publicitária por 12 anos. Mas depois de muita luta para descobrir o que eu realmente queria para minha vida, decidi montar esse show e apresentá-lo primeiro para a família e para os amigos. Optei por fazer os primeiros shows em um lugar perto de casa, pensando em tornar a musica uma válvula de escape. O Noite Preta demorou até cair na boca do povo, pois é um misto de balada com show e as pessoa só iam no show e não ficavam para curtir o som dos DJs, mas passamos a levar profissionais conceituados e as pessoas foram gostando, e hoje, creio que consigo agradar um público amplo, pois toco de tudo um pouco.
Você passa toda sua personalidade para o show?
O show é todo pensado por mim e influenciado pelas viagens que faço pelo Brasil e pelo mundo. O legal do Noite Preta é que não tem essa história de turnê; é um repertório que sempre se refaz. Canto o que está ?bombando? nas rádios, o que é sucesso no meu Ipod, enfim... O show vai desde MPB, que eu amo, pois fui criada nesse meio, passeia pela musica e pela cultura de Belém do Pará, que eu acho riquíssima e entra de cabeça no som delicioso da Bahia, que é a minha terra do coração. E também não falta tudo o que é ultra pop. Enfim, é uma delícia!
Por conta de sua irreverência, o público gay comparece em peso aos seus shows. Como é o seu relacionamento com eles?
No show, é a noite onde os gays se sentem à vontade e fico feliz com isso. Vai de tudo um pouco no meu show! Não gosto de nenhum tipo de preconceito e exijo que nas apresentações todos, independente da opção sexual, se sintam respeitados. Noite Preta é diversão garantida para quem quiser.
Além dos shows você comanda o programa Vai e Vem, que tem a sua "cara", devido a sua animação e descontração. Já teve alguma confissão que te deixou de cabelo em pé?
Se eu disser que sou tímida você acredita? Sim, eu sou e tenho muito receio das pautas do programa. Por mais que minha imagem e o meu jeito não demonstrem isso, fico realmente muito envergonhada com algumas coisas e me recuso fazer certas perguntas para os convidados. Quando recebo o roteiro bruto, eu não quero perguntar nada. São perguntas fortes, mas descobri como reformular com o meu jeito, sem perder o bom humor, mas sempre mantendo o respeito. Sempre participo das reuniões de pauta, faço a lista dos convidados, ajudo a decupar as fitas, faço os comentários, de tudo um pouco! Na hora do "vamo ver", que o programa está no ar, juro, fico mais sem graça do que os entrevistados. Sou uma ótima atriz (risos). Falar de sexo é delicado e eu tenho uma responsabilidade muito grande, pois o GNT é um canal conceituado, então não posso falhar. No começo foi complicado, mas acho que conquistei um equilíbrio legal. Tem que ser sério, leve, mas com responsabilidade. A segunda temporada terá muitas novidades, todo mundo tem que ficar ligado.
Qual entrevista foi a mais constrangedora para você fazer?
A entrevista com o Falcão do Rappa foi complicada. Eu tinha que perguntar qual era a parte do corpo da Isabeli (Fontana), que lhe dava mais tesão. Juro, falei para o Thiago, meu diretor que não iria fazer aquela pergunta de jeito nenhum, afinal é muito íntimo. Mas ele queria que o programa fosse bem quente. No fim das contas eu fiz a pergunta, mas do meu jeito, contornei a situação sem deixá-lo sem graça e sem eu morrer de vergonha.
Como o seu marido, o Carlos Henrique encara sua fama?
Meu marido é maravilhoso. Meu casamento é maravilhoso! O Carlos me apóia em absolutamente tudo, principalmente a minha carreira, pois ele sabe que isso me faz feliz. Ele é o meu maior fã, sabia? Afinal, nos conhecemos no meu show. Foi no Noite Preta que começamos a conversar, namorar e nos amar.
Você pensa em ter mais filhos?
Penso, mas agora não. Estou trabalhando duro e pretendo dar prioridade para a minha carreira. Agora quero dar muita atenção para os meus fãs. Mas quem sabe daqui uns três anos não teremos novidades!
Mesmo expondo a sua intimidade, você entrevistaria seu marido no Vai e Vem?
Eu entrevistaria sem problema algum, mas ele jamais me daria uma entrevista, por não ter nenhuma vocação e porque ele ficaria com vergonha.
Crianças agora não, mas você é mãe do Francisco que já é um adolescente.Como vocês dois estão passando por essa fase?
É um momento super delicado para nós dois. È a hora da formação do caráter. O Francisco é um garoto muito bacana, ele é fora do normal. Muito responsável. Mas não tenho essa história de ser amiga de filho, não. Eu sou mãe! Sou dura, exigente e imponho respeito para ele. Claro, não sou nenhum carrasco, tenho sim uma relação amigável e de companheirismo, mas ser companheira e amigável é completamente diferente de ser amiga. Sou do tipo que cobra horários, educação, boas notas...
Você tem uma grande amizade com a Carolina Dieckmann. Como vocês se conheceram?
Ela é a minha melhor amiga! Foi a Ivete Sangalo que nos apresentou. Eu detestava a Carol, achava ela chatinha, esnobe e vou confessar que tinha um pouco de ciúmes da amizade dela com a Ivete. E ela também não gostava muito de mim, era pré-conceito mesmo. E a Ivete sabendo dessa nossa "intriguinha" nos apresentou e nos adoramos de cara, foi amor à primeira conversa e a amizade já dura 10 anos.
É verdade que o Tiago Worcman, marido da Carol proibiu ela de participar do Vai e Vem?
Ela é poupada porque é mulher do diretor do programa. Ela contar a intimidade dela, conta a dele também e ele não tem necessidade de aparecer, ficaria chato, mas ela sempre quis ir, só não vai mesmo por essa questão.
E como é trabalhar com o Thiago Worcman?
Temos muita intimidade um com o outro. Eu o escolhi para me dirigir porque ele tem uma visão muito bacana do trabalho e falamos tudo abertamente um para o outro. Esse pequeno detalhe muda tudo, torna o resultado final agradável e é isso o que queremos. A nossa harmonia nos bastidores sempre rende bons programas. Conheci o Thiago antes da Carol, ainda na adolescência. Nós tínhamos em média 19 anos.
E você se imagina do outro lado? Qual a pergunta da sua intimidade q você jamais responderia?
A minha vida já é um eterno vai e vem! É um livro aberto, né gente! Acho que abri muito na minha vida. Hoje eu faria diferente, vivo em uma sociedade conservadora. Eu já fui muito criticada pelo que falei. Muita gente não imagina, mas sou uma pessoa séria Tanto que se eu pudesse, teria feito e falado algumas coisas do meu passado de maneira diferente, pois muita gente me conhece pelas coisas que fiz e não pelo que sou. Mas é aquela coisa de jovem, inconseqüente e inocente, mas hoje mais madura e experiente eu teria feito diferente. Olha, eu participaria do Vai e Vem só se fosse apresentado pela Preta Gil.
Pensa em posar nua?
Eu não sei, dependeria da situação. Mas não é mais uma vontade que tenho. Quando saí nua no meu CD, usei o meu corpo para me expressar, hoje tenho outras maneiras, por exemplo, com a minha musica. Para eu tirar a roupar novamente, teria que ter um contexto muito bacana e diferente de "estar pelada". Mas não sei se as pessoas estariam preparadas para ver uma mulher de verdade, natural peladona.
Após três anos do Noite Preta, o que antes era algo íntimo e para amigos, virou sucesso no Brasil. Você esperava um estouro tão rápido?
Na verdade, quando eu montei o show, claro que foi pensando na evolução da minha carreira como cantora, mas queria ir conhecendo o meu publico devagar para apresentar algo que agradasse todas as tribos que gostam de mim. Quando era mais jovem, sequer pensava em uma vida nos palcos, tanto que trabalhei como publicitária por 12 anos. Mas depois de muita luta para descobrir o que eu realmente queria para minha vida, decidi montar esse show e apresentá-lo primeiro para a família e para os amigos. Optei por fazer os primeiros shows em um lugar perto de casa, pensando em tornar a musica uma válvula de escape. O Noite Preta demorou até cair na boca do povo, pois é um misto de balada com show e as pessoa só iam no show e não ficavam para curtir o som dos DJs, mas passamos a levar profissionais conceituados e as pessoas foram gostando, e hoje, creio que consigo agradar um público amplo, pois toco de tudo um pouco.
Você passa toda sua personalidade para o show?
O show é todo pensado por mim e influenciado pelas viagens que faço pelo Brasil e pelo mundo. O legal do Noite Preta é que não tem essa história de turnê; é um repertório que sempre se refaz. Canto o que está ?bombando? nas rádios, o que é sucesso no meu Ipod, enfim... O show vai desde MPB, que eu amo, pois fui criada nesse meio, passeia pela musica e pela cultura de Belém do Pará, que eu acho riquíssima e entra de cabeça no som delicioso da Bahia, que é a minha terra do coração. E também não falta tudo o que é ultra pop. Enfim, é uma delícia!
Por conta de sua irreverência, o público gay comparece em peso aos seus shows. Como é o seu relacionamento com eles?
No show, é a noite onde os gays se sentem à vontade e fico feliz com isso. Vai de tudo um pouco no meu show! Não gosto de nenhum tipo de preconceito e exijo que nas apresentações todos, independente da opção sexual, se sintam respeitados. Noite Preta é diversão garantida para quem quiser.
Além dos shows você comanda o programa Vai e Vem, que tem a sua "cara", devido a sua animação e descontração. Já teve alguma confissão que te deixou de cabelo em pé?
Se eu disser que sou tímida você acredita? Sim, eu sou e tenho muito receio das pautas do programa. Por mais que minha imagem e o meu jeito não demonstrem isso, fico realmente muito envergonhada com algumas coisas e me recuso fazer certas perguntas para os convidados. Quando recebo o roteiro bruto, eu não quero perguntar nada. São perguntas fortes, mas descobri como reformular com o meu jeito, sem perder o bom humor, mas sempre mantendo o respeito. Sempre participo das reuniões de pauta, faço a lista dos convidados, ajudo a decupar as fitas, faço os comentários, de tudo um pouco! Na hora do "vamo ver", que o programa está no ar, juro, fico mais sem graça do que os entrevistados. Sou uma ótima atriz (risos). Falar de sexo é delicado e eu tenho uma responsabilidade muito grande, pois o GNT é um canal conceituado, então não posso falhar. No começo foi complicado, mas acho que conquistei um equilíbrio legal. Tem que ser sério, leve, mas com responsabilidade. A segunda temporada terá muitas novidades, todo mundo tem que ficar ligado.
Qual entrevista foi a mais constrangedora para você fazer?
A entrevista com o Falcão do Rappa foi complicada. Eu tinha que perguntar qual era a parte do corpo da Isabeli (Fontana), que lhe dava mais tesão. Juro, falei para o Thiago, meu diretor que não iria fazer aquela pergunta de jeito nenhum, afinal é muito íntimo. Mas ele queria que o programa fosse bem quente. No fim das contas eu fiz a pergunta, mas do meu jeito, contornei a situação sem deixá-lo sem graça e sem eu morrer de vergonha.
Como o seu marido, o Carlos Henrique encara sua fama?
Meu marido é maravilhoso. Meu casamento é maravilhoso! O Carlos me apóia em absolutamente tudo, principalmente a minha carreira, pois ele sabe que isso me faz feliz. Ele é o meu maior fã, sabia? Afinal, nos conhecemos no meu show. Foi no Noite Preta que começamos a conversar, namorar e nos amar.
Você pensa em ter mais filhos?
Penso, mas agora não. Estou trabalhando duro e pretendo dar prioridade para a minha carreira. Agora quero dar muita atenção para os meus fãs. Mas quem sabe daqui uns três anos não teremos novidades!
Mesmo expondo a sua intimidade, você entrevistaria seu marido no Vai e Vem?
Eu entrevistaria sem problema algum, mas ele jamais me daria uma entrevista, por não ter nenhuma vocação e porque ele ficaria com vergonha.
Crianças agora não, mas você é mãe do Francisco que já é um adolescente.Como vocês dois estão passando por essa fase?
É um momento super delicado para nós dois. È a hora da formação do caráter. O Francisco é um garoto muito bacana, ele é fora do normal. Muito responsável. Mas não tenho essa história de ser amiga de filho, não. Eu sou mãe! Sou dura, exigente e imponho respeito para ele. Claro, não sou nenhum carrasco, tenho sim uma relação amigável e de companheirismo, mas ser companheira e amigável é completamente diferente de ser amiga. Sou do tipo que cobra horários, educação, boas notas...
Você tem uma grande amizade com a Carolina Dieckmann. Como vocês se conheceram?
Ela é a minha melhor amiga! Foi a Ivete Sangalo que nos apresentou. Eu detestava a Carol, achava ela chatinha, esnobe e vou confessar que tinha um pouco de ciúmes da amizade dela com a Ivete. E ela também não gostava muito de mim, era pré-conceito mesmo. E a Ivete sabendo dessa nossa "intriguinha" nos apresentou e nos adoramos de cara, foi amor à primeira conversa e a amizade já dura 10 anos.
É verdade que o Tiago Worcman, marido da Carol proibiu ela de participar do Vai e Vem?
Ela é poupada porque é mulher do diretor do programa. Ela contar a intimidade dela, conta a dele também e ele não tem necessidade de aparecer, ficaria chato, mas ela sempre quis ir, só não vai mesmo por essa questão.
E como é trabalhar com o Thiago Worcman?
Temos muita intimidade um com o outro. Eu o escolhi para me dirigir porque ele tem uma visão muito bacana do trabalho e falamos tudo abertamente um para o outro. Esse pequeno detalhe muda tudo, torna o resultado final agradável e é isso o que queremos. A nossa harmonia nos bastidores sempre rende bons programas. Conheci o Thiago antes da Carol, ainda na adolescência. Nós tínhamos em média 19 anos.
E você se imagina do outro lado? Qual a pergunta da sua intimidade q você jamais responderia?
A minha vida já é um eterno vai e vem! É um livro aberto, né gente! Acho que abri muito na minha vida. Hoje eu faria diferente, vivo em uma sociedade conservadora. Eu já fui muito criticada pelo que falei. Muita gente não imagina, mas sou uma pessoa séria Tanto que se eu pudesse, teria feito e falado algumas coisas do meu passado de maneira diferente, pois muita gente me conhece pelas coisas que fiz e não pelo que sou. Mas é aquela coisa de jovem, inconseqüente e inocente, mas hoje mais madura e experiente eu teria feito diferente. Olha, eu participaria do Vai e Vem só se fosse apresentado pela Preta Gil.
Pensa em posar nua?
Eu não sei, dependeria da situação. Mas não é mais uma vontade que tenho. Quando saí nua no meu CD, usei o meu corpo para me expressar, hoje tenho outras maneiras, por exemplo, com a minha musica. Para eu tirar a roupar novamente, teria que ter um contexto muito bacana e diferente de "estar pelada". Mas não sei se as pessoas estariam preparadas para ver uma mulher de verdade, natural peladona.
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