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agua clara
sexta, 13 de setembro de 2013 - 10:10

Após mais de 20 dias, responsáveis por incêndio ainda não foram apontados

Os responsáveis pelo incêndio registrado no dia 22 de agosto, que destruiu uma área equivalente a mais de mil campos de futebol (segundo a Polícia Militar Ambiental), matando uma pessoa carbonizada segue com o inquérito em andamento.

O delegado responsável pelas investigações, Humberto Perez Lima, apontou que pela proporção da área consumida pelo fogo, localizada na região próxima às rodovias BR-163 e MS-379, as investigações são realmente demoradas, principalmente pelo número de testemunhas que estão sendo ouvidas.

“Falta ouvir mais pessoas, falta laudos de perícia técnica, então não há como avaliar nada ainda. Tudo tem que ser levantado com bastante responsabilidade, então neste momento não temos nenhuma novidade ou nova informação. O andamento do inquérito segue e estamos olhando o caso da maneira mais generalista possível, para poder juntar todas as peças”, justificou o delegado, que não descarta a possibilidade do prazo para a conclusão do inquérito ser prorrogado.

Lima comentou ainda que as investigações devem considerar as informações colhidas pela PMA (Polícia Militar Ambiental), que também fez um levantamento técnico para conhecimento de hectares afetados, e possíveis focos iniciais que teriam causado o incêndio. “Se dentro desse levantamento houver alguma informação que seja importante para o andamento do inquérito na Polícia Civil, será considerado”, finalizou o delegado.

O caso

O incêndio começou por volta das 10h do dia 22 de agosto. Uma nuvem de fumaça tomou conta de vários bairros e o tráfego nas rodovias BR-463 e MS-379 foi interditado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal).

O fogo consumiu, principalmente, fazendas arrendadas por uma usina de cana de açúcar, destruindo pelo menos 1.090 hectares de canavial. A usina e produtores da região registraram um total de cinco boletins de ocorrência na delegacia do 1º Distrito Policial.

Um homem identificado como Josias Pertulino da Silva, 43, natural da cidade de Palmares-PE, morreu carbonizado. Ele morava num barraco às margens da rodovia BR-463, próximo ao trevo de acesso ao município de Laguna Carapã. Famílias de indígenas desaldeados que viviam em um acampamento improvisado também às margens da rodovia foram prejudicadas, e ficaram desabrigadas.

Além dos milhares de hectares de cana queimados, mais de 40 cabeças de gado foram perdidas na fazenda de um produtor rural da região. Alguns animais morreram carbonizados, e outros tiveram de ser sacrificados.

Duas investigações sobre as causas do incêndio estão em andamento. A primeira na Polícia Civil e a segunda na Polícia Militar Ambiental, que em um laudo preliminar, apontou ter encontrado vestígios de uma fogueira próxima a uma área de mata ciliar da região, que poderia ser foco principal do incêndio.

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