+55 (67) 3546.2571
domingo, 26 de setembro de 2021
agua clara
segunda, 16 de setembro de 2013 - 10:25

Baderna, som alto e quebra-quebra inferniza vizinhança

Badernas que em geral começam nas noites de sexta-feira vêm tirando o sossego de comerciantes e moradores localizados no centro e bairros de Dourados, distante a 225 km de Campo Grande.

Uma destas concentrações ocorre na Rua Balbina de Matos, entre a Avenida Marcelino Pires e a Rua Joaquim Teixeira Alves e, segundo pessoas que residem na vizinhança, além do barulho que só termina ao amanhecer de segundas-feiras, quando chega o dia há um saldo garrafas espatifadas no asfalto e calçadas. Trabalho extra para quem vai enfrentar mais uma jornada pesada a semana toda.

Pessoas que acionaram a imprensa e a polícia, contam que frequentadores costumam urinar nos muros, canteiros e até defecam em locais públicos onde, também, é usual achar preservativos usados em pontos onde pessoas se encontram para praticar relações sexuais.

A Polícia Militar vem fazendo arrastão em Dourados contra o que a maioria da população reclama, o som alto e algazarras. Crime de perturbação de sossego que pode geram sanções como prisão. O problema é que o efetivo da polícia é insuficiente para coibir tantos abusos, que em geral ocorrem nos finais de semana.

São alvos da operação conveniências, repúblicas, residências, locais de aglomeração e veículos com som alto. Conforme a polícia, o infrator pode ser encaminhado para o Distrito Policial e responder processo. Se o som alto estiver acoplado ao veículo, este será apreendido.

Em Dourados, o som alto que já foi motivo de chacina de uma família inteira em Dourados no ano de 2007, ainda é problema. Os excessos de todas as formas infernizam os moradores que precisam descansar e trabalhar no dia seguinte.

A QUEM RECORRER

A vítima pode acionar a Polícia Militar ou a Polícia Civil, para denunciar os abusos. Se não for resolvido via estas instâncias, a vítima poderá ingressar com ação na Justiça, via Ministério Público, um advogado particular ou através da Defensoria Pública.

O Ministério público está orientando os agentes policiais a coibir o som alto, até mesmo quando a vítima prefere não ser identificada. De acordo com o Promotor João Linhares, o entendimento está amparado pelo artigo 42, da Lei de Contravenções Penais - 3688 de 3 de outubro de 1941. “(...) Perturbar alguém, o trabalho ou o sossego alheios: com gritaria ou algazarra; exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais; abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos; provocando ou não procurando impedir barulho produzido por animal de que tem a guarda: Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa (...)”, diz a lei.

Comentários
Imagem da semanaSinted pede aulas remotas e vacinação dos profissionais da educaçãoTodas as imagens
EnqueteQuem vai ser o Campeão da Copa do Brasil?
Resultados
42,86%
Santos
21,43%
Grêmio
21,43%
São Paulo
14,29%
Fluminense
20min35max
AnaurilândiaSol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite.
22min34max
Campo GrandeSol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite.
19min36max
DouradosSol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite.
21min35max
Três LagoasSol e aumento de nuvens de manhã. Pancadas de chuva à tarde e à noite.