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sábado, 10 de novembro de 2012 - 11:07

Especialista defende integração de políticas e programas destinados à infância

O especialista em educação infantil e assessor da Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar (Omep), Vital Didonet, defendeu na quinta-feira (8) a integração dos diferentes programas, planos e políticas voltadas à criança.

A avaliação foi feita durante audiência pública com o tema "O desenvolvimento integral da criança, da teoria à prática", realizada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), como parte da 5ª Semana da Infância e Cultura de Paz.

Apesar de reconhecer os avanços na legislação e nas políticas públicas, como o Plano Nacional pela Primeira Infância, lançado em dezembro de 2010, Didonet ressaltou a importância de a sociedade e o governo olharem a criança como um ser integral e sujeito de direitos.

O especialista disse que as ações destinadas às crianças tendem a abordar temas específicos – saúde, nutrição e violência, entre outras.

O desdobramento do Plano Nacional pela Primeira Infância para aplicação municipal, ressaltou, tem o desafio de adotar diferentes ações, com visão abrangente das necessidades infantis.

Didonet afirmou que o país já possui políticas e soluções técnicas para enfrentar as questões relacionadas a essa parcela da população e propiciar uma infância feliz.

A gente percebe que ainda se precisa de um avanço em relação ao estágio atual, por que nós temos visões parciais, olhares setorizados, ações voltadas para áreas ou temas específicos.

E, quando se pensa a nação brasileira voltada para as suas crianças, a sociedade que se compromete com a sua infância, ela tem de ter uma visão de integralidade, integrando os diferentes olhares, as diferentes políticas e diferentes planos setoriais - ressaltou.

Didonet informou que, com a reunião de todos os planos e políticas, definiu-se como meta o ano de 2022, quando poderá ser feita a avaliação das melhorias alcançadas para as crianças brasileiras.

Ele destacou a responsabilidade da família, da sociedade e do Estado para que haja complementaridade das ações.

Participação
Também a diretora do Instituto Sidarta (SP), Cláudia Siqueira, disse ser importante a participação da sociedade para a promoção de uma educação de qualidade. O maior desafio, em sua avaliação, é preservar a qualidade e a continuidade de programas governamentais.

Em sua opinião, o sistema educacional ainda adota costumes do século 19. Para ela, os estudos e dados disponíveis permitem fazer melhores escolhas e, assim, retirar a escola do passado e oferecer às crianças boas memórias de infância.

Cláudia Siqueira observou que, na descrição de uma criança, a escola é similar a uma prisão, com grades e pouca luminosidade.

Em sua opinião, o desenvolvimento saudável das crianças se dá pela experiência por meio do ato de brincar autônomo, sem a interferência pedagógica do educador e sem locais específicos para as brincadeiras - as brinquedotecas. Ela defendeu a utilização de todos os espaços da escola para as brincadeiras.

Criança precisa sentir, criança precisa experimentar. A criança se apropria do mundo brincando. Ela está experimentando, e brincar é uma das estruturas - disse.(Agência Senado)

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