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sexta, 9 de novembro de 2012 - 17:07

Indústrias estão de olho nos mestres e doutores

Professor doutor Cláudio Vasconcelos é pró-reitor da UFGD
Professor doutor Cláudio Vasconcelos é pró-reitor da UFGDProfessor doutor Cláudio Vasconcelos é pró-reitor da UFGD
Cada vez mais as empresas estão de olho nos profissionais com formação em mestrado e doutorado no Brasil. Apesar de historicamente profissionais com essas titulações seguirem carreiras acadêmicas e serem absorvidos por escolas e universidades, levantamento do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, revela que outros setores têm se interessado por profissionais com pós-graduação stricto sensu, ou seja, profissionais mestres e doutores.

A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) está se preparando para essa nova perspectiva. Atualmente a instituição conta com 15 cursos de mestrado e quatro de doutorado e pelo programa de expansão prevê até 2020 chegar a 30 cursos de mestrado e 20 de doutorado.

O professor doutor Cláudio Alves Vasconcelos, pró-reitor de Ensino de Pós-Graduação e Pesquisa da UFGD, diz que os novos programas a serem instalados na instituição tem vocação com o desenvolvimento regional. Atualmente a universidade tem programas de mestrado em áreas da Saúde, Humanas, Agronegócios e Educação. Alguns deles já têm doutorado e a proposta é de que esses 15 mestrados tenham todos doutorado até 2015. Já os demais mestrados que surgirem até esse período, deverão conquistar programas de doutorado até 2020.

Segundo o professor Cláudio Vasconcelos, os doutores titulados recentemente tendem a ir mais para a indústria do que há 10 anos. “O próprio mercado pede esta mão de obra qualificada ao abrir espaço para pesquisas”, explica o pró-reitor da UFGD.

As empresas estão investindo em pesquisa e há muita demanda por profissional com pós-graduação nas áreas tecnológicas. “Mudou-se a cultura e hoje quem faz mestrado ou doutorado não necessariamente quer seguir a carreira acadêmica. O mercado precisa de mestres e doutores para fazer pesquisa, isso é comum nos países desenvolvidos.”, explica o professor.

PESQUISA

O número de mestres e doutores titulados no Brasil dobrou nos últimos dez anos. De 2001 a 2010, a quantidade de pesquisadores formados por ano no país passou de 26 mil para cerca de 53 mil, segundo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Neste ano, devem se formar 41,3 mil mestres e 13,3 mil doutores.

Esse crescimento, segundo a Capes, pode ser atribuído ao estímulo à pós-graduação em todas as áreas do conhecimento, com o aumento na oferta de bolsas de estudos. Entre os programas de estímulo está o Ciência sem Fronteiras, implementado pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Somente na UFGD 270 estudantes da pós-graduação são beneficiados com bolsas. Quem cursa doutorado recebe R$ 2 mil por mês e mestrado R$ 1.350, para dedicação à pesquisa. Por ano, a UFGD distribui R$ 5 milhões em bolsas de pós-graduação.

De acordo com o CGEE, depois da educação, os setores que mais empregam mestres e doutores são saúde humana e serviços sociais, seguido pelos departamentos de administração pública, defesa e seguridade social. A tendência é de que as indústrias passem a contratar mestres e doutores, característica comum em países desenvolvidos e o Brasil segue essa tendência.

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