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quinta, 12 de setembro de 2013 - 13:35

Polícia confirma morte de 4° suspeito de matar menino boliviano em São Paulo

Quatro dos cinco acusados de participação no assassinado do menino boliviano Brayan Yanarico Capcha, baleado durante um assalto em junho em São Paulo, estão mortos, confirmou nesta quinta-feira a polícia.

Dois dos acusados foram achados mortos em agosto, em uma prisão, vítimas de envenenamento, e outros dois foram assassinados no início de julho, mas seus corpos só foram identificados nesta semana através das impressões digitais, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Após ter confirmado ontem que Wesley Soares Pedroso, de 19 anos e um dos acusados, tinha sido encontrado morto com um tiro na cabeça em 7 de julho, uma semana depois da morte do menino imigrante, a polícia informou hoje que Diego Freitas Campos, de 20 anos e único dos acusados que era considerado foragido, foi achado morto no mesmo dia e só agora foi identificado.

Campos é acusado de ter feito o disparo que provocou a morte da criança de 5 anos, quando o menor estava nos braços de seu pai e supostamente porque não parava de chorar.

O único dos cinco acusados do homicídio que permanece vivo é um adolescente que está detido em um reformatório.

Segundo versões da imprensa, a polícia suspeita que Pedroso e Campos foram assassinados por integrantes da maior organização criminosa de São Paulo.

Os corpos de ambos foram achados em diferentes locais do Jardim Corisco, um bairro pobre da zona norte de São Paulo.

Como os corpos foram achados com 12 horas de diferença e um com um tiro na cabeça e o segundo com 12 tiros em diferentes partes do corpo, a polícia inicialmente não vinculou os homicídios.

Paulo Ricardo Martins e Felipe dos Santos Lima, outros dois dos acusados, foram achados mortos na cela que compartilhavam em um presídio na região metropolitana de São Paulo, envenenados com uma combinação de álcool, cocaína, viagra e outros remédios tóxicos, em uma mistura conhecida pelos presos como "coquetel da morte".

A família do menino assassinado tinha chegado a São Paulo poucos meses antes do crime para trabalhar na indústria da confecção e, após a morte do menor, decidiu retornar à Bolívia.

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