Hemocentro abre hoje para doadores de sangue e medula

sábado, 13 de março de 2010

O Hemocentro de Dourados promove hoje, campanha para captar doadores voluntários de sangue (das 7h às 12h) e medula óssea (7h às 16h).

A ação acontece no Hemocentro, anexo ao Pronto de Atendimento Médico (PAM), na Cabeceira Alegre. É necessário apresentar documento com foto e CPF. Entretanto nos demais dias da semana, qualquer pessoa interessada a ser doador pode procurar o Hemocentro de Dourados.

O objetivo é aumentar o número de douradenses cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

O serviço atualmente conta com pouco mais de dois mil doadores voluntários da cidade. Nesse mesmo dia também será feito a captação de doadores de sangue.

A iniciativa tem o objetivo de aumentar as chances de encontrar um doador compatível com pacientes acometidos pela leucemia e que necessitam de transplante de medula óssea para alcançar a cura. Isso porque, mesmo sendo um dos poucos transplantes em que o voluntário pode ser doador ainda vivo, a probabilidade de encontrar alguém compatível é de apenas um em cada 100 mil brasileiros, de acordo com estatísticas do Redome.

Quando isto ocorre ele será contatado e, se ainda concordar, terá despesas pagas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) para se deslocar ao Centro de Transplantes. As amostras de sangue colhidas são levadas para o Banco de Medula de Mato Grosso do Sul, que encaminha a um laboratório especializado de Campo Grande, para um mapeamento genético do DNA do futuro doador.

“Nossa meta é aumentar o número de douradenses cadastrados no Redome e, para isso, estaremos realizando mais uma campanha, para conscientizar a população e esclarecer algumas dúvidas”, explica a assistente social do Hemocentro, Rosa Fernandes.

O transplante de medula é um procedimento simples, que não traz prejuízos à saúde do doador, podendo salvar a vida de pacientes que sofrem com a leucemia, aplasia, mieloma múltiplo e linfoma.

Rosa explica que qualquer pessoa em bom estado de saúde e com idade entre 18 e 55 anos, pode doar medula óssea. Ao contrário do que ocorre com a doação de sangue, não é excluída a pessoa que já teve doença infecciosa. No entanto são descartados os portadores do vírus HIV (Aids), quem teve hepatite dos tipos B e C, ou fez tratamento de quimioterapia contra o câncer.

Já, para doar sangue os interessados devem ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos. A pessoa não poder ter contraído hepatite depois dos dez anos, ser portadora do vírus da AIDS ou de alguma doença infecciosa transmitida pelo sangue. Também não pode ser feita por pacientes com diabetes que usam insulina ou anti-hipoglicemiantes por via oral.



fonte: Dourados Agora

Foto: Assessoria de Imprensa
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