Gino e Longhi prestarão depoimento sobre fraude

sexta, 03 de setembro de 2010

Os vereadores Gino Ferreira e Dirceu Longhi também foram indiciados por fazer parte do sistema de fraude deflagrado pela Operação Uragano. De acordo com o jornalista Eleandro Passaia, Gino conversou com ele no dia 29 de junho, e o assunto era uma licitação ganha por uma pessoa chamada Marisvaldo.

Posteriormente, Gino pediu para o então secretário de governo viabilizar a efetivação de uma compensação de impostos junto à prefeitura. O vereador também disse a Passaia que “todos ganhariam com isso”, inclusive ele (o próprio Gino) e o prefeito Ari Artuzi, que receberiam “vultuosas comissões” com o esquema.

Outra conversa entre Gino e Passaia gira em torno de uma possível venda da dívida ativa da prefeitura com o Banco do Brasil. Novamente ele fala em comissão se a negociação for consolidada.

O relatório diz ainda que Gino menciona, nas conversas com Passaia, que Sidlei Alves (DEM), presidente da Câmara, paga vantagens indevidas a outros vereadores.

Assim que as prisões foram decretadas, Gino compareceu à sede da PF e deu até entrevista à imprensa afirmando que veio “para ajudar a esclarecer os fatos”. Também disse que iria colaborar para que “A justiça seja feita”.

O nome de Dirceu Longhu também é citado no relatório da PF como integrante ativo do esquema. O documento diz que ele aceitou receber propina para “fazer uma oposição mais branda” e para que a administração do prefeito Ari Artuzi “não seja castigada pela CPI”.

Passaia disse a Longhi que a propina era para que ele mudasse “a tática de enfrentamento”. Segundo a Polícia Federal, ele já vinha recebendo dinheiro sujo da prefeitura há muito tempo.

No dia 29 de junho, o vereador Humberto Teixeira Júnior (PDT), também envolvido, disse em gravações feitas por Passaia que tentaria arranjar R$ 50 mil para Dirceu Longhi.


fonte: Dourados News

Foto: Perfil News
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