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sexta, 12 de abril de 2024
Governo Mato Grosso do Sul | quinta, 21 de março de 2024 - 15:09

Força do Agro: produção agrícola total do Estado deverá superar os 106,5 milhões de toneladas neste

Comparado aos dados de 2023, isso representa uma variação de -3% em relação a produção e +1,6% em relação a área colhida estimada.
Foto de capa: Edemir Rodrigues/Arquivo

Mesmo com condições climáticas adversas, Mato Grosso do Sul deverá produzir este ano 106,55 milhões de toneladas de todos os produtos agrícolas (entre grãos, leguminosas, cana e outros), distribuídos por 7,35 milhões de hectares. Comparado aos dados de 2023, isso representa uma variação de -3% em relação a produção e +1,6% em relação a área colhida estimada.

Os números constam da Carta de Conjuntura Agropecuária, elaborada pela Coordenação de Estatísticas da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) com base nos últimos dados disponibilizados pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE) em Mato Grosso do Sul.

Na distribuição da produção pelas unidades da federação, Mato Grosso do Sul é o 5º maior produtor nacional de grãos, com participação de 8,16%, Mato Grosso lidera o ranking com (24,13%), seguido pelo Paraná (12,88%), Rio Grande do Sul (12,30%), Goiás (9,12%) e Minas Gerais (6,29%), que, somados, representaram 72,89% do total. Em relação as culturas, o relatório aponta que houve avanços nas estimativas da produção do amendoim 1ª safra e mandioca.

No que diz respeito a soja, em 2024 a produção deve ficar próxima de 13,589 milhões de toneladas, ocupando uma área de 4,013 mil hectares, representando uma variação em relação a 2023 de -4,30% e +3,30%, respectivamente.

No que diz respeito ao milho (2ª safra), a produção esperada é de 12,344 milhões de toneladas (-7,10%) e, para a cana-de açúcar, um volume de 71,791 milhões de toneladas.

Renda da produção

Por fim, a análise do Valor Bruto da Produção (VBP) da Agricultura nos dá uma dimensão em termos de renda gerada pelo setor. Em 2024, o VBP da Agricultura é estimado em R$ 43.741 bilhões, com uma variação de (-15,95%) frente ao ano de 2023.

Em 2024, para os principais produtos, os preços continuam baixo, pressionados pela expectativa de oferta mundial e a produção de grãos que havia atingido recorde de produção, este ano sofre com os efeitos associados ao El Niño.

Considerando o setor agropecuário estadual como um todo, a agricultura responde por 69,15% e, em relação ao ranking nacional, o MS se encontra na 7ª posição. Desagregando o VBP pelas culturas, o destaque vai para as colheitas de Soja e Milho, representando juntas 77,42% do VBP da agricultura.

Pecuária

Rebanho bovino deverá ter leve crescimento neste ano/ Foto interna: Mairinco de Pauda 

No caso da Pecuária, o rebanho sul-mato-grossense estimado é de 18,310 milhões de cabeças (+2,79%), suínos com 1,80 milhões (+5,82%), aves com 114,4 milhões (-53,70%) e peixes com 925 mil (-40,09%). Em termos de evolução, a maior variação positiva foi observada para o grupo de ‘Bicho da Seda’, com +3.861,63% em relação ao mesmo período do ano passado (2023).

Nos últimos 12 meses o rebanho bovino variou em média +0,29% por mês, enquanto o suíno +0,49% e aves e peixes -5,64% e -3,86%, respectivamente.

No VBP, o Mapa prevê para a pecuária um valor de R$ 19,515 bilhões em 2024, o que representa uma variação de (+2,90%) comparado com o ano de 2023. Em relação ao setor agropecuário como um todo, a pecuária deve responder por 30,85% do VBP do setor estadual. No ranking nacional, por sua vez, o estado ocupa a posição de 7º entre as 27 Unidades da Federação.

Segundo a economista Bruna Mendes Dias, responsável pela elaboração do documento, a Carta de Conjuntura da Agropecuária é um importante instrumento para avaliar o desempenho do setor agropecuário em determinado período de tempo.

"Ela é elaborada pela SEMADESC, e tem como objetivo fornecer informações relevantes sobre a produção agrícola, a criação de animais e o valor da produção, dentre outros aspectos relevantes para o setor", destacou.



Fonte: Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc
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