+55 (67) 3546.2571
terça, 18 de maio de 2021
quinta, 1 de novembro de 2012 - 15:50

Escolha o vinho para refrescar o calor

Ao contrário do que muita gente pensa, as temperaturas mais altas também podem combinar refrescantemente com o vinho. E não apenas o branco!

Lenine Marcato, enófilo por paixão e proprietário da butique de vinhos Grand Vin, em São Paulo, sempre leva um cooler quando vai à praia no litoral norte de São Paulo. Dentro, bebidas de alta refrescância. Mais ou menos a 8 graus centígrados, ele retira do recipiente saborosas garrafas de vinhos brancos ou rosés. Também podem saltar espumantes, nesse caso, um pouco mais frias, aos 4 a 5 graus. Copo de plástico, nem pensar. Usa taças de acrílico, que garantem a sensação e a graça de beber bem e no utensílio adequado.

“É tão refrescante quanto a cerveja e, para mim, com vantagem. Porque me deixa íntegro, sem aquela sensação de estufamento que normalmente a cerveja me dá”, explica Lenine, que além de empresário do ramo, é um entusiasta das coisas do vinho.

A exemplo do que ele se acostumou a ver na Itália, de onde vem sua família, e na França – os dois maiores produtores de vinho do mundo -- Lenine faz do vinho a bebida ideal para o alto verão. “O branco e o espumante são bebidas que refrescam, sem que se tenha que ingerir tanto quanto a cerveja”, opina. Ele lembra, porém, que o vinho – com graduação alcoólica entre 13 e 14 por cento, tem normalmente o dobro de teor da cerveja, o que torna o comedimento no consumo, além recomendável, necessário.

E é Lenine quem nos ensina aqui como combinar bem o verão com cada tipo de vinho – do branco ao tinto.

Branco, até debaixo do guarda-sol

Uma das opções preferidas do enófilo para debaixo do guarda-sol são os brancos da uva sauvignon blanc. “É um varietal frutado, muito refrescante, que pode ser levado em um cooler à temperatura de 8 graus. Combina perfeitamente com praia e sou capaz de passar o dia inteiro ali, comendo alguma coisa leve e bebericando um branco”, diz.

Lenine explica que o chardonnay é um vinho branco mais encorpado e untuoso e, por isso, não o recomenda para o “pé-na-areia”. Mas diz que mesclas das duas uvas podem ser muito adequadas para a praia. Outra variedade recomendada por ele a esses momentos é a torrontés, segundo ele, muito bem usada em vinhos na Argentina.

Os preços para esses brancos frescos e frutados estão acessíveis, a partir de R$ 18 a R$ 20, entre brasileiros, argentinos e chilenos. Os torrontés argentinos sobem um pouco, para a faixa dos R$ 40. E há opções mais sofisticadas com origem nesses países ou espanhóis, portugueses, italianos e franceses, a partir de R$ 40. (Veja lista de 50 brancos sauvignon blanc)

Espumante, também na areia

Da mesma forma, o enófilo recomenda levar espumantes para a praia (dos nacionais, cada vez mais bem avaliados, passando pelos proseccos -- italianos e brasileiros --, pelos espanhóis e portugueses, até os sofisticados champanhes franceses – o que demanda normalmente bolsos bem recheados). Nesse caso, o cooler pode ter a temperatura reduzida para os 4 a 5 graus centígrados. “É delicioso saborear um espumante brut na praia, usando, claro, uma taça de acrílico. Vale a pena provar”. Lenine recomenda o champanhe seco, que é seu preferido, mas explica que para quem prefere algo um pouco mais doce o demi-sec é muito boa opção.

“Há bons espumantes brasileiros a partir de R$ 20 a R$ 25. E outros argentinos e chilenos na faixa dos R$ 30. Combinam perfeitamente com o calor”. (Veja lista de 44 espumantes de até R$ 30)

Rosés, refrescância charmosa

Os vinhos rosé, caíram em descrédito nos anos 90, após notícias de adulteração no processo de produção, são outra recomendação de Lenine. “Isso não ocorre mais e os roses hoje são muito bem feitos, inclusive os brasileiros.” Nesse caso, variedades que nos tintos quase sempre são só recomendadas na companhia de refeições (como carbernet, merlot, pinot-noir, malbec e tempranillo, entre outros), combinam bem mesmo no calor da praia. E vale a mesma recomendação feita para os brancos e espumantes: levar uma caixa térmica com temperatura ao redor dos 8 graus e as sempre necessárias taças de acrílico. “As uvas usadas para o tinto perdem um pouco do tanino quando usadas para o rosé. E isso lhe dá mais suavidade e refrescância para o calor”, diz. Ele observa, ainda, que os roses, além de saborosos, são muito bonitos e charmosos devido à cor. (Veja lista de 38 rosés)

Tintos, sem medo do calor

O enófilo não aconselha levar ao guarda-sol o clássico vinho tinho – embora ele próprio admita que já bebericou certa vez uma garrafa de pinot noir – um tinto mais suave -- com o pé na areia. “Mas para um jantar em pleno verão, com carne, frango ou mesmo peixes bem condimentados, como o bacalhau, os tintos vão muito bem e também refrescam”, explica. Para Lenine, ao refrigerar o tinto a uma temperatura de 14 graus, ele se tornará um acompanhamento muito agradável e refrescante para refeições no às vezes tórrido calor brasileiro. Também nesse caso, ele sugere os merlot brasileiros (veja lista de 25 merlot brasileiros). A partir de R$ 20, os malbec argentinos, a partir de R$ 25 e os pinot-noir chilenos, também a partir de R$ 25.

“O preço deixou de ser impeditivo para o consumo de vinho. É bebida saudável e que consumida com moderação dá maior conforto do que outras, como a cerveja ou a cachaça. Então, por que não?”, conclui.


Mais informação: Pesquise no Guia de Vinhos


Veja Também
Comentários
Imagem da semanaSinted pede aulas remotas e vacinação dos profissionais da educaçãoTodas as imagens
EnqueteQuem vai ser o Campeão da Copa do Brasil?
Resultados
42,86%
Santos
21,43%
Grêmio
21,43%
São Paulo
14,29%
Fluminense
17min32max
AnaurilândiaSol com algumas nuvens. Não chove.
19min32max
Campo GrandeSol com algumas nuvens. Não chove.
17min30max
DouradosSol com algumas nuvens. Não chove.
18min32max
Três LagoasSol com algumas nuvens. Não chove.