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sexta, 18 de junho de 2021
segunda, 7 de maio de 2018 - 10:40

Filmes inéditos em Campo Grande debatem questão da diversidade e minoria na UEMS

Evento ''1º Cine-Fórum UEMS - CG'' foi pensado por alunos do curso de Letras da Universidade

Não existe lugar melhor no mundo para promover o debate que não as universidades. Sabendo disso, três alunos do curso de Letras da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, campus de Campo Grande, propuseram a reflexão acerca de temas como a diversidade sexual de gênero, e a questão das minorias, como os transexuais, por meio do audiovisual. 

Com a ajuda do professor Volmir Cardoso Pereira, os alunos Renan Dalago. Ágatha Martins Avila. Francini Costa, conseguiram trazer para a cidade filmes inéditos no circuito do audiovisual até então, são eles: ''A Moça que Dançou com o Diabo'', ''Embargo'' e ''Meu Corpo é Político''. Esse trabalho resultou no ''1º Cine-Fórum UEMS - CG'', que acontece nos dias 14, 15 e 16 de maio, sempre às 18h30.

''Pensamos primeiro nos temas. E a partir dai fizemos um link. O primeiro dia queriamos mostrar o potencial dos curtas-metragem no Brasil. 'A Moça que Dançou com o Diabo' é um curta de baixo orçamento que foi pra Cannes e eu havia assistido anteriormente em São Paulo, dai só enviei e-mail pro roteirista e conseguimos autorização para exibir'', explica Renan.

 

 
Renan, Agatha, Volmir e Francini. (Foto: Acervo Pessoal)Renan, Agatha, Volmir e Francini. (Foto: Acervo Pessoal)

Ele completa: ''O segundo dia os professores escolheram homenagear Saramago e fomos atrás de filmes que não fossem comerciais, como 'Ensaio sobre a cegueira' ou o 'Homem duplicado' e achamos 'Embargo'. O último dia foi o mais fácil. Queríamos um documentário que fizesse pensar sobre a diversidade, sobre os corpos na atualidade, pessoas que em tempos como hoje cheio de ódio e preconceito resistem no espaço e são como são. E lembramos que o 'Meu Corpo é Político' ganhou prêmios dentro e fora do Brasil e conseguimos trazer pra cá''.

Após cada dia de exibição, acontece um debate sobre os temas abordados nas produções. Mas por que tocar em um temas tão complexos, como juventude, sexualidade e religião, ou representação e reafirmação das minorias? Ele explica: ''Dentro da academia você não vê muitas pessoas trans e negros. A minoria não está ali e, quando está, muitos professores não estão prontos para lidar com essa diversidade. Este ano tem alguns alunos que são pessoas trans e queríamos trazer a diversidade, o diálogo desse movimento pra dentro da instituição acadêmica''.

Para participar não é preciso pagar, mas vale lembrar que o auditório suporta até 420 pessoas, por isso é indicado chegar cedo pra garantir sua poltrona. Para saber mais acesse o link do evento.



Fonte: Campo Grande News
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