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sexta, 12 de abril de 2024
quinta, 26 de abril de 2018 - 14:25

Juiz mantém na cadeia envolvidos com tráfico em depósito de recicláveis

Dez pessoas presas terça-feira acusadas de envolvimento com duas toneladas de maconha vão permanecer presas, mas dono do depósito, que se apresentou ontem, continua em liberdade

As dez pessoas presas em Dourados na terça-feira (24), na operação da Polícia Militar que desmantelou o esquema de tráfico de maconha usando cargas de plástico reciclável, vão continuar na cadeia. O juiz da 2ª Vara Criminal, Marcus Vinicius de Oliveira Elias, decretou a prisão preventiva de todos os acusados, que foram autuados em flagrante por tráfico, associação para o tráfico e crime contra o Sistema Nacional de Armas.

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Na audiência de custódia, ontem à tarde, o Ministério Público pediu a conversão do flagrante em preventiva. Já os advogados de defesa pediram a liberdade provisória dos acusados.

Todos negam envolvimento com o tráfico e alegam que apenas trabalhavam no depósito onde a maconha foi encontrada. O juiz determinou a transferência dos acusados para o sistema carcerário.

Entre os acusados que vão permanecer presos está Valter Marcelo Demeu, 42, motorista do caminhão apreendido na madrugada de terça-feira com parte da maconha escondida em fardos de plástico prensado. A apreensão do caminhão levou a polícia ao depósito, onde havia mais droga escondida em fardos de recicláveis.

Além dele, vão ficar presos Marlon Daniel Ferreira de Oliveira, 18, Gilmar Pinheiro Rojas, 35, Elecir Belini da Silva, 38, que seria sócio do esquema, Deivid Santos Marques, 30, Maicon Michel dos Santos, 27, Miguel Augusto Souza dos Santos, Almir Rogério Balbo, 29, Pâmela Helen dos Santos, 24, e Tatiane Almeida de Oliveira, 25.

Namorada de Elecir, Tatiane foi autuada apenas por posse de munição. Com ela e com o namorado foram encontradas 21 munições de pistola calibre 40, um carregador do mesmo calibre e duas munições calibre 22.

Em liberdade – Carlos Roberto dos Santos, 44, dono do depósito de materiais recicláveis onde a maconha foi encontrada, se apresentou ontem à Polícia Civil e negou envolvimento com o narcotráfico. Ele foi indiciado e deve permanecer em liberdade durante o andamento do inquérito.

Apesar de a polícia encontrar maconha nos fardos de garrafa pet prensada que estavam em um caminhão carregado no depósito e na própria empresa, ele disse que foi “enganado”, pois comprou a carga de plástico reciclável sem saber da droga.

Acompanhado por dois advogados, Carlos Roberto foi ouvido pelo delegado Marcelo Batistela Damaceno e alegou ter comprado os produtos recicláveis de um homem conhecido por João Antonio, de Ponta Porã, que o teria procurado no dia 21 deste mês. Disse que pagou R$ 7 mil pela carga e venderia por R$ 15 mil.

Além de alegar inocência, Carlos Roberto disse que todas as demais pessoas presas pela Polícia Militar não possuem qualquer ligação com o tráfico e que também não sabiam da maconha escondida nos fardos de plástico reciclável.



Fonte: Campo Grande News
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