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geral | sábado, 30 de janeiro de 2016 - 09:10

Suspeita de matar manicure recebe ameaças e tem casa depredada

Advogada diz que jovem está em Campo Grande e aguarda trâmites. Polícia de MS achou carro usado para levar vítima até o local da morte.

após assumir o caso da suspeita de assassinar uma manicure, em Campo Grande, a advogada Estela Gisele Bauermeister, afirmou ao G1 que a estratégia é revogar a prisão de Gabriela Antunes Santos. Nesta sexta-feira (29), a defesa ainda explicou que a sua cliente está na capital sul-mato-grossense e inclusive recebendo ameaças de morte, não só ela como familiares.

"Eu assumi o caso há dois dias e conversei com o delegado, para me inteirar do caso. Gabriela, que tem 20 anos de idade e não 22, como foi divulgado anteriormente, esteve um período no interior do estado e já está em Campo Grande. Ela está recebendo ameaças de morte, bem como a residência da sua família foi invadida e depredada", afirmou a advogada.

Ainda conforme Estela, a intenção é que a suspeita aguarde em liberdade, até o julgamento. "Ela ainda não deu a sua versão dos fatos, mas afirma possuir provas de que a versão não é bem o que foi divulgado e que inclusive a menina tinha um relacionamento com o seu esposo", comentou.

Favorecimento real
No início desta tarde, a polícia localizou no bairro Vida Nova III o veículo utilizado para levar Jeniffer Nayara Guilhermete de Morais, de 22 anos, até o local da execução.

O carro com placas de São Paulo, de acordo com o delegado Alexandre Evangelista, titular da 2ª Delegacia de Polícia e responsável pelas investigações, estava sendo monitorado por uma terceira pessoa, a pedido do marido da Gabriela.

"Estamos providenciando o guincho e o carro virá para a delegacia, com a pessoa que estava o guardando. As primeiras informações dão conta de que foi um pedido do marido da Gabriela e esta pessoa pode responder por favorecimento real", comentou ao G1 o delegado.

Jovem é apontada pela polícia como coautora do assassinato (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)Jovem é apontada pela polícia como coautora do
assassinato (Foto: Graziela Rezende/G1 MS)

Coautoria
Além da Gabriela, que será indiciada por homicídio qualificado por motivo torpe e emboscada, corrupção de menores e posse de arma de fogo, a jovem Emilly Karoliny Leite, de 19 anos, terá o mesmo indiciamento, com exceção do revólver. A adolescente de 16 anos também responde por ato infracional análogo ao crime.

Emilly prestou depoimento no dia 25 de janeiro. Ela mudou a versão dos fatos durante as oitivas, dizendo na última vez que desceu do carro e ficou escondida em uma moita, acreditando que a Gabriela fosse apenas quebrar as pernas da vítima. A jovem disse ainda que a adolescente jogou na cachoeira um chinelo da manicure, portando luvas, logo após o crime.

Entenda o caso
Após quatro horas de resgate, a manicure foi encontrada morta no dia 16 de janeiro, com marcas de tiros em uma cachoeira do córrego Céuzinho. O corpo foi velado no centro comunitário do bairro Tarsila do Amaral. Parentes e amigos estavam muito abalados na ocasião e não quiseram gravar entrevista.

Segundo as investigações, Jennifer teria tido um relacionamento amoroso com o suspeito e amulher dele teria planejado o crime com a ajuda dele, para se vingar. Conforme a família, na sexta-feira (15), ela foi atender uma cliente em outro bairro e, durante o trabalho, recebeu várias ligações no celular.

Depois disso, ela chegou a marcar encontro com uma mulher, que foi buscá-la em um carro branco. Ela faria as unhas da mãe de uma amiga. Ainda segundo testemunhas, outra pessoa estava no carro onde Jennifer saiu e não foi mais vista.



Fonte: msnoticias
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