(67) 99869-0605
sexta, 24 de maio de 2024
quarta, 4 de setembro de 2013 - 12:10

Delegado: laudos sobre chacina em SP têm 'mesmo norte' que investigações

O delegado geral da Polícia Civil de São Paulo, Luiz Maurício Blazek, afirmou nesta terça-feira que os laudos da polícia científica sobre a família de policiais militares que foi morta em uma chacina no dia 5 de agosto corroboram com a principal hipótese da investigação. Os resultados das análises do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) chegaram ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na segunda-feira.

A principal suspeita da polícia é de que o estudante Marcelo Bovo Pesseghini , 13 anos, tenha matado os pais, os PMs Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos, além da avó materna, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e da tia-avó Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos, antes de cometer suicídio. As mortes ocorreram na casa da família, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo.

"Os horários das mortes (que constam nos laudos) são muito precisos, com laudos muito bem elaborados, e esses laudos caminham para o mesmo norte das investigações da polícia", afirmou Blazek. "Fica claro, porque agora não se trata apenas de uma investigação. Temos laudos científicos que alinham com a investigação policial no sentido da autoria e do suicídio pelo Marcelo Pesseghini, mas o caso não está concluído. A partir do momento em que fecharmos todas as circunstâncias, vamos dar respostas à família e à imprensa", completou.

De acordo com o delegado, a equipe fez uma reunião na segunda-feira para iniciar as análises dos laudos dos cinco mortos na chacina. Apesar das várias páginas dos laudos do Instituto Médico legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC), o delegado não descartou novas buscas e depoimentos.

"Nos reunimos com os peritos e legistas para que analisássemos os laudos com relação ao que está sendo investigado. Os delegados responsáveis pelo caso vão se deter novamente em alguns quesitos essenciais para o esclarecimento dos fatos, e, se necessário, farão diligências complementares ou novas oitivas para fechar o caso", disse Blazek, que reconheceu a importância dos resultados periciais. "Os laudos são conclusivos, não deixam sem definir situações e isso é muito importante para uma investigação policial", falou.

Devido à complexidade do caso, o delegado responsável, Itagiba Franco, deve pedir prorrogação das investigações, já que o prazo inicial para o fechamento do inquérito era 5 de setembro, um mês após o crime. O delegado pedirá mais 30 dias para concluir o inquérito.

Chacina de família desafia polícia em São Paulo

Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na noite de segunda-feira, dia 5 de agosto, dentro da casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Entre os mortos, estavam dois policiais militares - o sargento Luis Marcelo Pesseghini, 40 anos, e a mulher dele, a cabo de Andreia Regina Bovo Pesseghini, 35 anos. O filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, também foi encontrado morto, assim como a mãe de Andreia, Benedita Oliveira Bovo, 65 anos, e a irmã de Benedita, Bernardete Oliveira da Silva, 55 anos.

A investigação descartou que o crime tenha sido um ataque de criminosos aos dois PMs e passou a considerar a hipótese de uma tragédia familiar: o garoto teria atirado nos pais, na avó e na tia-avó e cometido suicídio.

A teoria foi reforçada pelas imagens das câmeras de segurança da escola onde Marcelo estudava: o adolescente teria matado a família entre a noite de domingo e as primeiras horas de segunda-feira, ido até a escola com o carro da mãe, passado a noite no veículo, assistido à aula na manhã de segunda e se matado ao retornar para casa.

Os vídeos gravados pelas câmeras mostraram o carro de Andreia sendo estacionado em frente ao colégio por volta da 1h15 da madrugada de segunda-feira. Porém, a pessoa que estava dentro do veículo só desembarcou às 6h30 da manhã. O indivíduo usava uma mochila e tinha altura compatível à do menino: ele saiu do carro e caminhou em direção à escola.
Comentários