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quinta, 12 de setembro de 2013 - 11:45

PF apreende 300 kg de maconha em caminhão frigorífico na BR 262

Uma ação da Polícia Federal resultou na apreensão de 300 KIg de maconha em Três Lagoas. A apreensão aconteceu por volta das 22 horas de terça-feira, durante uma operação de rotina no km 21 da BR-262, que liga Três Lagoas ao município de Água Clara.

Segundo informações da PF, a droga era transportada em um caminhão frigorífico, escondida em malas dentro do baú, em meio à carga de carne bovina. O veículo era conduzido por um homem de 32 anos, que teria demonstrado nervosismo durante a abordagem.

Aos policiais, o suspeito confessou que havia sido contratado para transportar a droga de Campo Grande a São Paulo, capital. Pelo serviço, ele alegou que receberia R$ 26 mil, valor, entretanto, questionado pela Polícia Federal. Conforme o delegado responsável pelo caso, esses valores negociados entre contrabandistas e transportadores são difíceis de serem provados. No depoimento, o acusado, cujo nome não foi fornecido pela polícia, informou que reside em Campo Grande. Para condicionar a droga no caminhão baú, ele teria deixado o veículo em um ponto pré-determinado, onde uma outra pessoa fez o carregamento e o devolveu pronto para seguir viagem.

MARCA

No entanto, foi a embalagem dos cerca de 300 tabletes apreendidos – cada tijolo pesa em torno de um quilo de maconha, que chamou a atenção dos policiais. Algumas continham uma logomarca que trazia a inscrição “Ouro Verde”, a imagem de uma folha da maconha, a suposta origem “Produto del Paraguay” e a indicação de que era para “exportacion”. Essa identificação, informou a Polícia Federal, será investigada. Um dos primeiros passos a serem tomados será a perícia de amostras da droga, para saber se há algum tipo de alteração no produto. Além disso, a logomarca será repassada para a Polícia Federal de Campo Grande e também ao Departamento Nacional, em Brasília, onde há um setor de mapeamento do tráfico no país.

O delegado Pierre informou que, em Três Lagoas, até então, a PF não havia registrado a presença de maconha com essa identificação. “Esse procedimento [identificar a droga] é mais comum no tráfico de cocaína, em que os contrabandistas querem atestar a ‘qualidade’ do produto. Na maconha acontece, mas é mais raro. Agora, vamos investigar se se trata, realmente, da identificação de um fornecedor”, declarou.

Essa foi a segunda apreensão da Polícia Federal realizada nos últimos cinco dias, em Três Lagoas. A primeira aconteceu no início da noite de sábado, quando uma carreta foi apreendida com aproximadamente 530 quilos de maconha. Na ocasião, duas pessoas foram presas: o condutor da carreta, carregada de soja, e o motorista do carro usado como batedor.

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