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domingo, 26 de maio de 2024
terça, 3 de setembro de 2013 - 17:45

Alta do dólar não provoca maior competitividade do setor

Esperança do governo para inverter o saldo negativo da balança comercial acumulado neste ano e para turbinar o desempenho da indústria, o dólar valorizado não mostrou ainda impacto nos números do setor industrial até julho, segundo o IBGE.

Nenhum setor que potencialmente poderia se beneficiar e ganhar competitividade ao vender seus produtos no exterior com preço, em dólar, menor mostrou melhor desempenho em julho.

Dentre os que poderiam ter um empurrão, estão a indústria automobilística, que teve a queda de maior impacto no índice geral, a de alimentos, alguns ramos de máquinas e equipamentos (como os agrícolas), papel e celulose e metalurgia (siderurgia).
Todos registraram retração na comparação com maio.

Segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, a desvalorização do real tem potencialmente o poder de ampliar a competitividade da indústria do país, mas tal situação não se configurou ainda.

Outros fatores, diz, podem atrapalhar, como o piora do cenário externo e o excesso de produção de alguns setores em escala global como a siderurgia, por exemplo.

Ou seja, há uma sobra de produtos no mundo que não encontram mercado em seus países de origem e são destinados à exportação, com preços reduzidos.

Macedo diz ainda que o impacto do câmbio ainda deve demorar a aparecer. É que os contratos da indústria como fornecedores e clientes têm prazo e muitos empresários esperam uma estabilização do patamar da moeda norte-americana antes de tomar uma decisão e rever os parâmetros do acordos comerciais.
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