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Politica | quarta, 3 de fevereiro de 2016 - 09:15

Após três anos de briga, vereadores e Bernal podem ‘morrer abraçados’

Parlamentares e prefeito bolam estratégias

A sessão inaugural da Câmara de Campo Grande foi marcada por discursos brandos. O prefeito Alcides Bernal (PP) chegou a dizer que podem brigar com ele, porque não vai reagir. Já entre os vereadores, que são 29, há uma divisão entre quem vai ficar mais calado e quem vai manter a estratégia de oposição ao prefeito.

As estratégias são diversas e caberá ao eleitor avaliar, neste ano de eleição, se prefeito e vereadores merecem nova chance. Após três anos de briga intensa, pouca gente acredita em paz e a própria base de Bernal mostra que não há mais clima para nada. O prefeito não sai dos vergonhosos três vereadores na base e não consegue recuperar os aliados de outrora, como o PT.

Apesar do fiasco quando se fala em governabilidade, Bernal não deve ter tanto problema em relação à aprovação de projetos, visto que vereadores não vão querer se queimar no ano da eleição. Todavia, com mais de 25 vereadores independentes, ele terá que ter uma gestão perfeita para não sofrer duras críticas neste ano, onde discursos ficam ainda mais acalorados.

Só o tempo e a eleição dirá qual foi a melhor estratégia. Todavia, a contar pelo desinteresse da população e o desgaste da classe política, não só em Campo Grande, Bernal e os vereadores concordam que a eleição será difícil, diante da tendência de boicote e renovação política.

Os vereadores Mario Cesar e Edil Albuquerque, ambos do PMDB, já anunciaram que não concorreram à reeleição e Airton Saraiva (DEM) aguarda resultado da investigação do Gaeco. Além deste desgaste político, alguns vereadores ainda sofrem com esta briga judicial, onde são suspeitos de terem cassado o mandato de Bernal.

Os vereadores, de forma geral, acabaram se expondo bastante com esta briga com Bernal, que complicou alguns na Justiça. Porém, o prefeito também não escapa de sua boa parcela de culpa. Ele tem atribuído a Gilmar Olarte boa parte dos atuais problemas, mas tem culpa no cartório. Afinal, Olarte chegou ao comando da cidade pelas mãos do próprio Bernal, que o escolheu como vice e andou de mãos dadas com ele por toda Campo Grande.

 Após tanta briga, o tempo dirá quem ficará pelo caminho e se o prefeito fará companhia para os parlamentares não reeleitos. Com 29 na Câmara e o histórico de renovação, a tendência é de que alguns fiquem para trás.



Fonte: midiamax
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