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terça, 18 de maio de 2021
quarta, 31 de outubro de 2012 - 11:30

Cinco vereadores de olho na presidência da Câmara

Depois das eleições municipais, a disputa mais importante envolvendo os vereadores eleitos é pelo cargo do presidente que comandará o Legislativo durante o biênio 2013/2014. Apesar da eleição da Mesa ocorrer apenas no dia primeiro de janeiro, tradicionalmente o nome do presidente é definido com certa antecedência. Em Três Lagoas, também é tradição não haver disputa. Não fugindo à regra, pouco mais de uma semana após terem sido eleitos, os que almejam disputar a presidência já estão se mobilizando no sentido de viabilizar suas candidaturas. Cinco já se apresentaram como candidatos: os peemedebistas Tonhão e Vera Helena, o tucano Jorginho do Gás, o petista Gilmar Tosta e Marisa Rocha (PSB). Para a eleição da Mesa, é necessária a maioria simples, o que corresponde a nove votos.

TONHÃO

Mais votado nestas eleições, desde o princípio o vereador Tonhão fez questão de deixar claro a sua intenção de presidir a Casa. Mas, apesar de ser líder da prefeita, o seu nome parece não ter encontrado eco suficiente nas hostes peemedebistas e também entre os outros parlamentares. Tanto, que a colega de sigla, Vera Helena, também resolveu postular o cargo. Em recente entrevista ao Hojems, Tonhão disse que tem interesse na presidência, mas que não quer tomar decisão precipitada, para não causar desgaste. Cumprindo seu terceiro mandato, disse que se sente preparado, principalmente, “porque fiz um bom trabalho como líder da prefeita; mas depende do consenso”, afirmou. A única certeza que o vereador diz ter é que presidirá a primeira sessão, já que o Regimento Interno determina que esta tarefa cabe ao mais votado.

VERA HELENA

Vera Helena também admitiu o interesse no cargo. “Mas sem loucura”, esclareceu. A vereadora disse que já conversou com alguns parlamentares, mas que ainda não se inteirou com o presidente da Câmara, Nuna Viana, sobre o que pode e não pode. Só depois disto irá compor suas propostas. Antes de tudo, porém, vai tentar o consenso dentro do PMDB, que elegeu quatro vereadores. Caso chegue à presidência, Vera disse que terá como metas a valorização e a dinamização dos trabalhos legislativos, promovendo mais eventos, como forma de atrair a população.
Para ela, pela ordem natural, ela teria de ser a candidata do PMDB. Além de ser a mais antiga vereadora do partido – vai para o quarto mandato -, já abriu mão por duas vezes em favor de outros colegas. Em relação aos membros da bancada, argumenta que o Tonhão entrou recentemente no partido, Nuna já foi presidente e Adão da Apae é iniciante na vereança.

Segundo a peemedebista, a prefeita Márcia Moura não vê problema em seu nome.

MARISA ROCHA

Eleita para o seu quinto mandato. A vereadora Marisa Rocha (PSB) também está tentando reunir apoio em torno de seu nome. Com a segunda maior bancada na Câmara – seu partido elegeu três vereadores -, ela considera que já é possível iniciar uma conversa. O que já começou a fazer. Para a socialista, se não tiver intervenção de forças externas, será possível o consenso. Caso seja eleita, Marisa disse que fará uma administração aberta e de valorização dos colegas, para que não pairem dúvidas na mente da população sobre a atuação dos vereadores. Também estuda a possibilidade de fazer com que o primeiro secretário da Casa volte a assinar os cheques juntamente com o presidente. “Seria uma forma de dar mais transparência aos atos da presidência”, frisou, completando que existem muitos tabus que precisam ser quebrados. “Coisas que a gente não fica sabendo”, explica. Em sua opinião, uma administração aberta evitaria as costumeiras denúncias evasivas contra o Legislativo. 

GILMAR TOSTA

O único novato que está entre os candidatos a presidente é o advogado Gilmar Tosta (PT). Ele ficou os últimos quatro anos fora do poder, mas já foi vereador por três mandatos consecutivos, já tendo sido vice-presidente e integrado várias comissões. Tosta não iria se manifestar agora sobre a pretensão de disputar a presidência, para não sofrer desgaste, mas para não perder espaço, resolveu externar sua intenção. “Mas não vou negociar princípios e nem propor coisas espúrias que não poderão ser cumpridas”, alertou, afirmando que está dialogando em cima de ideias. Por enquanto, avalia que um possível voto é do colega de partido Idevaldo Claudino. Em relação às propostas, ele não quis antecipar. Disse que elas estão sendo organizadas e que no momento certo vai torná-las públicas através da imprensa. De concreto, adiantou que pretende democratizar as sessões e as audiências públicas.

JORGINHO DO GÁS

Com a experiência de dois mandatos e partindo para o terceiro, Jorginho do Gás (PSDB) é outro que mira a presidência. E a sua principal bandeira é a valorização dos companheiros. O vereador já fez uma reunião com todos os candidatos e diz que ficou acertado que quem conseguir viabilizar mais votos será o nome de consenso. Isto, para não haver disputa. Nos próximos dias, vai conversar individualmente com cada vereador em busca de votos. O tucano deixou claro que pretende realizar um mandato participativo, em que cada partido que estiver com ele ocupe um cargo na Mesa. “O poder tem que ser compartilhado com os aliados, pois as chances de errar são bem menores”, frisou. Em relação a mudanças, disse que fará tudo em conjunto com os demais vereadores.
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